Ufólogos se queixam da mídia
As pesquisas de Carlos Alberto Machado já resultaram em trabalhos, livros e documentários. Em 1997, ele investigou o fenômeno chupacabras. Naquele ano, segundo o pesquisador, em algumas regiões do Brasil, incluindo o Paraná, animais foram encontrados mortos com perfurações no corpo e sem uma gota de sangue.
''Tinha estudado biologia e fui ver o que era esse fenômeno. Na imprensa, disseram que os ataques eram de suçuaranas e cachorros selvagens, mas os ferimentos foram provocados por outro tipo de criatura'', explica Machado. Ele conta que colheu provas (como pêlos e análises laboratoriais) e que relacionou a pesquisa à ufologia após uma vigília que realizou durante duas noites em Campina Grande do Sul (Região Metropolitana de Curitiba), numa propriedade onde animais haviam sido atacados.
Naquela vigília, Machado registrou em vídeo a aparição de um objeto voador, de brilho muito forte, que tinha uma trajetória incomum. As imagens foram incluídas em um documentário que o pesquisador fez sobre o seu estudo. ''Depois daquilo notei que muita gente relatou que havia visto objetos não identificados nas regiões onde estavam ocorrendo ataques'', aponta Machado.
Os ufólogos se queixam do tratamento sensacionalista e desrespeitoso que boa parte da mídia destina à ufologia. Carlos Alberto Machado já recusou muitos pedidos de entrevista em razão desse problema. ''Nós fugimos da mídia. Eu faço minha pesquisa, publico meu livro e ele é direcionado para as pessoas que realmente se interessam'', explica.
''Quando alguém nos diz que não acredita em ovnis, respeitamos. Mas se a pessoa chega até nós e fala que eles simplesmente não existem, é uma provocação ao pesquisador, uma falta de respeito'', argumenta Rafael Cury.
''Muita gente que critica a ufologia fala que faltam 'provas', mas acho que o assunto não deve ser tratado nesses termos. Se existissem provas irrefutáveis de vida extraterrestre, acabaria a conversa, não haveria o que discutir. O que os ufólogos fazem é correr atrás de indícios, buscar informações sobre essas coisas que não têm explicação''. (F.G.)





