O cenário econômico nacional e estadual é de crise. Todos os dias os governos ameaçam suas autarquias com cortes e eliminação de despesas. Para Jackson Proença Testa, reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a solução para as universidades e faculdades do Paraná, caso os cortes de recursos se efetivem, é a autonomia universitária. ‘‘Nós teríamos mais liberdade para buscar e redefinir investimentos’’, diz o reitor. Segundo Testa, além do próprio Estado, os recursos para os investimentos necessários para o ensino, pesquisa e extensão da universidade pública poderiam vir de parcerias com a iniciativa privada, outros governos e financiamentos internacionais.
‘‘Não temos muitas saídas e poucas opções’’, verifica Testa. Para ele, o cenário desejável para o início de milênio se mostra com as instituições de ensino superior podendo administrar melhor seus investimentos e fazendo as adaptações necessárias para o custeio.‘‘Esta não é uma proposta só de Londrina’’, afirma Testa, que é também presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior do Paraná (Apiesp), que reúne 16 instituições públicas de ensino superior espalhadas pelo estado.
‘‘A minuta do projeto já foi apresentada ao governo e agora estamos na fase de aprofundamento das propostas’’, adianta o reitor da UEL. Testa está otimista e acredita que terá o aval do governador Jaime Lerner (PFL) para levar o projeto adiante. As universidades paranaenses alcançaram um bom desempenho na avaliação (Provão) do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Ele vê este momento como muito oportuno para se discutir o gerenciamento dos recursos destinados pelo governo do estado ao ensino superior. ‘‘Tivemos as melhores notas entre os estados da Região Sul’’, comemora Testa.
O reitor da UEL destaca o curso de Medicina Veterinária, com conceito A+, que o coloca entre os quatro melhores do País. Também receberam conceito A (na avaliação dos alunos, titulação dos docentes e jornada de trabalho) os cursos de Engenharia, Jornalismo e Letras.

mockup