A Universidade Estadual de Londrina está preparando algumas mudanças para receber os novos alunos. Não necessariamente para este ano, mas a UEL está revendo a atuação em diversos setores. Os currículos dos cursos estão sendo analisados, pois o interesse da instituição é que o aluno tenha uma formação mais humanista, e não apenas técnica, e um envolvimento com as questões sociais. Para isso foi desenvolvido o Projeto Pedagógico Institucional. ''Estamos em uma nova realidade e muitos pontos precisam ser revistos'', diz a reitora Lygia Pupatto, lembrando que as mudanças não são imediatas, mas precisam de tempo para acontecer.
Também estará em pauta neste ano a discussão sobre as cotas do vestibular para negros, estudantes de escolas públicas e pessoas da terceira idade. ''É
uma questão extremamente polêmica'', admite a reitora. Para se chegar a uma decisão totalmente democrática, serão realizados debates com a comunidade.
Além disso, através do Planejamento Estratégico, todas as áreas vão apresentar seus principais projetos. Será uma discussão geral para ver os projetos de curto, médio e longo prazos. ''Todas as novidades têm que estar acopladas a um orçamento'', reforça a reitora.
Entre as propostas da universidade está uma discussão com o governo, que pretende analisar como a universidade poderá se engajar nos projetos estaduais e federais, como o Programa Fome Zero e a ajuda na qualificação dos professores da rede pública. Outra novidade é a alteração do estatuto e do regimento interno da UEL, que é o mesmo de 20 anos atrás. ''A intenção é tornar as questões acadêmicas menos burocráticas e mais ágeis.''.
Quase um ano depois da greve da UEL, que durou seis meses e terminou em março de 2002, a reitora diz que ainda existem resquícios do movimento, mas as coisas estão se enquadrando com o tempo. Ela revela que a comunidade interna está trabalhando para reconstruir a instituição. ''Esse é o momento de reflexão de todas as questões ligadas à universidade.''

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