UEL enfrenta uma de suas piores crises
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2001
Da Redação 
A crise na UEL começou em maio com as denúncias do apresentador de TV Márcio Mello, de Maringá, que prestou depoimento ao Ministério Público e acusou o ex-chefe de Gabinete da universidade, Itaicy Mendonça, de receber R$ 8 mil referentes ao superfaturamento de verba publicitária da instituição. A Promotoria instaurou procedimento administrativo para investigar as denúncias ao mesmo tempo que o então reitor Jackson Testa anunciava a formação de uma sindicância para apurar o caso.
Alguns dias depois, três computadores, um deles de uso pessoal de Itaicy, foram furtados da reitoria. A polícia abriu inquérito para investigar o sumiço dos equipamentos. Itaicy negou em depoimento à polícia que havia esquema de corrupção na UEL, mas confirmou que era o responsável pelas contas publicitárias da instituição.
Em junho, estudantes, professores e funcionários da UEL fizeram uma grande manifestação no campus, pedindo a renúncia de Testa. Dias depois, o vice-reitor Márcio Almeida renunciou ao cargo, acusando Testa de omissão. Testa negou que tenha sido omisso.
Em 10 de agosto, o governador Jaime Lerner (PFL) determinou o afastamento do reitor da UEL, Jackson Testa, atencipando assim o fim de seu mandato em 10 meses. Lerner alegou que a crise não podia continuar por mais tempo e que a comunidade aguardava uma resposta. Atualmente o reitor da UEL é o professor Pedro Gordon, que desde o início de seu mandato enfrenta uma longa greve. Professores e funcionários da universidade pedem reposição salarial de 50,03%.
A paralisação completava, no fechamento desta edição, mais de 80 dias. A mais longa greve da história da UEL ameaçava o ano letivo e a realização do vestibular. A data final para o reinício das atividades na UEL para que o vestibular possa ser realizado no período prevista é hoje, coincidente o aniversário de Londrina.


