Fotos de Kraw PenasO professor David Chew, inglês radicado no Brasil, dá aulas de violoncelo em dois idiomas: ‘‘a linguagem da música é universal’’


‘‘Nem tudo é estudo’’, diz o trompista carioca Jone Santos Costa, que aproveita os intervalos para dedicar-se às paqueras





O calor dos últimos dias tem incomodado a violoncelista holandesa Suzanne Hulsen. ‘‘Foi a única dificuldade de adaptação que tive’’

Os estudantes que não conseguem hospedar-se na casa de amigos e parentes, e não podem gastar com hotel, vão para os alojamentos oferecidos pelos organizadores. São três endereços: a Universidade Livre do Trabalho, o Ginásio do Tarumã e a Casa do Estudante Luterano.
O coordenador dos alojamentos, Afonso Cláudio Alves Indelloni, explicou que a cada ano tem aumentado o número de alunos que vêm de outros lugares para o encontro curitibano. Estão na cidade estudantes de música de todo o País, além daqueles vindos de países vizinhos como Uruguai e Paraguai.
De mais longe veio a violoncelista Suzanne Hulsen: Holanda. Elogiando o nível dos colegas e da oficina em geral, ela conta que só está sofrendo um pouco com o calor dos últimos dias. ‘‘Morro de calor a cada aula’’, suspira. O professor que ministra a oficina que Suzanne participa, David Chew, 44 anos, inglês radicado no Rio de Janeiro, destaca o lado positivo a mistura de alunos de vários pontos do país e até do exterior (além da holandesa, uma argentina também está matriculada). ‘‘Isso faz com que eles busquem se integrar por meio da música, que é uma línguagem universal’’, diz. A língua das notas, entretanto, nem sempre basta. Por causa de Suzanne, ele já teve que traduzir trechos das aulas em inglês.
A garotada que frequenta os cursos não traz problemas aos organizadores. Nada que não possa ser resolvido. Naturalmente os jovens acabam elegendo seus barzinhos para os inevitáveis encontros depois de um dia de aulas e uma noite de concertos.
A Rua 24 Horas é uma das primeiras referências que os estudantes conferem assim que desembarcam em Curitiba. O calçadão da rua Quinze, com o Palácio Avenida inteiramente iluminado, pelo jeito tem agradado mais que a famosa 24 Horas.
Os jovens entrevistados mostraram-se encantados com a simpatia do curitibano. ‘‘A gente diz que é de fora e as pessoas não só dão a informação que a gente pediu, como indica locais turísticos que devemos visitar, como o Teatro Ópera de Arame’’, observou o carioca Henrique. O trompista Jone acha tudo ótimo: os passeios, as aulas, as novas amizades e namoricos que são fatais. Nem tudo é estudo, o agito também é um elemento pedagógico.

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