TURISMO DE EVENTOS - Um bom negócio para a cidade
Crescimento de 30% nos últimos três anos. Um salto de 170 para 400, no número de eventos realizados em Londrina de 2001 até o ano passado. Média de 700 participantes em cada um deles. E a área que mais movimenta este segmento é a da saúde: 60% do eventos científicos realizados na cidade são promovidos pela Associação Médica de Londrina (AML).
"Esse tipo de turismo é uma opção democrática de distribuição de renda, todo mundo que se envolve com o setor sai ganhando", afirma Maitê Uhlman, diretora executiva do Londrina Convention & Visitors Bureau - organismo de apoio, fomentação e captação de eventos e turistas mantido
pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil).
Segundo Maitê, um turista de negócios gasta, em média, R$ 300,00 por dia. "Se calcularmos o público de muitas convenções, que chega a 1.500 pessoas, podemos ter uma noção do quanto isso gera na economia da cidade". E esse número, diz, poderia ser ainda mais significativo, se Londrina contasse com um centro de convenções com maior capacidade, e adequada, para fazer crescer ainda mais o número, tanto de participantes como de eventos científicos - uma promoção que exige estrutura física diferenciada, pois a maioria das atividades (palestras, mesas redondas, conferências, painéis etc) são realizadas em horários simultâneos.
Dados de levantamentos realizados pelo Bureau apontam, por exemplo, que 85% dos quase cinco mil participantes do Congresso Mundial de Odontologia, que acontece a cada dois anos em Londrina, vêm de outras cidades distantes 100 quilômetros daqui. Realizado em suas três edições ocupando todas as áreas úteis do complexo Colégio Marista, por falta de espaço físico que comporte mais participantes, esse evento está limitado. "Não pode mais crescer", diz a diretora.
Na opinião de Kátia Regina Vassoler, coordenadora de eventos do maior centro de convenções da cidade, o Hotel Sumatra, o que tem atraído tantos turistas do gênero para Londrina é, por incrível que pareça, justamente o fato de a cidade não possuir atrativos para o turismo contemplativo. "Os participantes, assim, se envolvem mais com as atividades dos congressos, seminários e encontros técnicos. Ou seja, participam, de fato; não existe a dispersão". De acordo com ela, 70% do faturamento do hotel são gerados por esse setor: "O evento atrai hospedagens, alimentação e aluguel de sala". O auditório, que hoje comporta 750 cadeiras, será ampliado em breve, e passará a acomodar
um público de 1.800 pessoas.





