Uma cidade com grande potencial para o turismo de eventos, um dos setores que mais crescem no mundo (uma média de 12% ao ano, segundo a Organização Mundial de Turismo - OMT). Esta é Londrina. Jovem, moderna, com pontos turísticos atraentes, boa estrutura para receber visitantes. Congressos médicos, científicos, encontros técnicos, festivais de dança, arte e teatro. A cidade respira cultura e se fortalece no setor de eventos que pode ser um dos grandes destaques de geração de renda e de empregos.
  Hoje, o grande filão para Londrina, segundo a diretora executiva do Convention & Visitours Bureau, Maitê Uhlmann, é a realização de simpósios e seminários dentro das Universidades e Instituições de pesquisas. Esses seminários englobam 16% do total de eventos realizados na cidade, incluindo semanas médicas, jurídicas, de turismo, eventos que atraem de 50 a 500 pessoas. ‘‘Este é um setor com grande potencial para crescer’’, avalia Maitê.
  Por enquanto, é o setor cultural que realiza o maior número de eventos ao longo do ano. Cerca de 20%, seguido de 18% dos eventos especiais e festas, 13% no setor da saúde e cursos e oficinas, 8% para exposições e mostras, 3% na área de esporte e 1% em feiras comerciais. ‘‘Londrina é uma cidade efervescente na área cultural, de saúde e educação, por isso precisamos estar melhor estruturados para atrair mais eventos.’’
  Este ano o Convention registrou 400 eventos na cidade, mas a estimativa é de números muito mais altos. Uma pesquisa desenvolvida pelo Sebrae em 2001, aponta que 3 mil eventos foram realizados em Londrina naquele ano, de todos os tipos e portes, desde reuniões até festas rurais. ‘‘Por mais que os eventos não movimentem tanto a economia, sempre há movimento nas gráficas, contratação de palestrantes, etc. De uma forma ou de outra, gera renda.’’
  Na avaliação de Maitê Uhlmann, o problema principal é a dificuldade que os empresários sentem em divulgar seus eventos. ‘‘É uma questão cultural. O medo da concorrência ainda faz com que muitos não informem o que estão realizando, por considerarem que vão ‘perder’ o evento para outra empresa.’’ Outra dificuldade seria a estrutura de atendimento ao visitante. Cursos preparatórios vão ajudar a resolver o problema.
  Um total de 102 associados buscam assistência no Convention & Visitours Bureau, uma ONG criada em 1988 e que apenas dez anos depois começou a atuar na cidade, com o objetivo de fazer a ligação entre as empresas e instituições interessadas em trazer eventos para a Londrina. ‘‘O Convention é um grande articulador dos eventos e precisamos atrair cada vez
mais empresários’’, afirma
Maitê Uhlmann.
  Levantamentos registrados pelo Convention este ano, indicam que nos 400 eventos realizados, com uma média de 2,6 dias, cerca de 700 pessoas participaram em cada um. A quantidade de público chegou a 1.585.608 pessoas, com estimativa de gastos para cada uma de R$ 220 por dia. Com isso, a estimativa de gastos na cidade durante os eventos foi de R$ 3,3 milhões. Nesses eventos, o número de empregos gerados foi de 15 mil, enquanto os impostos gerados foram de
R$ 90,3 mi.
  Um dos grandes atrativos, segundo Maitê, é que Londrina é uma cidade ‘‘barata’’ em termos de alimento e hospedagem. ‘‘Os gastos aqui são menores, comparados com cálculos da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), cuja estimativa de gastos por pessoa/dia é de R$ 330.’’ Outra vantagem é a saturação dos eventos no eixo Rio/São Paulo, por causa do trânsito, do preço e dos espaços saturados. ‘‘Londrina, apesar do porte menor, possui aeroporto, hospedagem e entretenimento, a custos bem mais baixos.’’


Grande filão é a realização de simpósios e seminários dentro das universidades e instituições de pesquisas

Neste ano, mas de 1,5 milhão de pessoas participaram de eventos, trazendo
R$ 3,3 milhões para a cidade

Convention registrou 400 eventos na cidade, mas a estimativa é de números muito mais altos

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