Turismo bom e barato
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Na década de 70, 80, a maioria dos jovens brasileiros que viajava para a Europa, já saía do País com sua carteirinha de filiado à rede de Albergues da Juventude, uma garantia de que encontraria hospedagem a preços baixos. Naquele tempo, as regras de permanência nas hospedarias credenciadas eram rígidas (em geral, à noite havia horário para o fechamento das portas) e, como o nome já dizia, apenas os jovens tinham direito a se associar.
De lá para cá, o sistema foi modernizado. O nome mudou para Hostelling International (HI), que em português significa Hospedaria Internacional; não há mais exigências de limite de idade para se associar e os hostels ganharam padrão semelhante a de hotéis. O que não mudou foram os preços: os albergues da juventude ou hostels continuam sendo uma das opções de hospedagem mais econômicas para quem quer viajar sem gastar muito.
É bom lembrar que tanto estabelecimentos filiados à rede do Hostelling Internacional (HI) ou Albergues da Juventude como os não filiados aparecem na Internet como hostel, o que significa que também têm sistema de dormitórios coletivos, característica principal dos albergues. Os filiados, por sua vez, sempre têm na fachada, a bandeira símbolo do HI.
''Nosso lema hoje é albergue para jovens de todas as idades'', diz Karla Sottomaior, diretora da Associação Paranaense de Albergues da Juventude e diretora de marketing da Federação Brasileira de Albergues da Juventude. De acordo com ela, esta nova filosofia vem atraindo um público bem diversificado para os hostels. Uma mudança importante, para ela, foi a mudança do nome, já que muitas pessoas relacionavam o nome albergue a um tipo de acomodação social, para pessoas carentes.
Os hostels são franquias que obedecem a um rigoroso padrão de qualidade internacional a fim de merecerem o selo da Hostelling International. Caso não cumpram as exigências, podem ser descredenciados. Esse padrão de qualidade determina que os hostels tenham no máximo oito pessoas por quarto coletivo, ofereçam roupa de cama e toalha (alguns cobram separado), café da manhã incluído no preço, banheiros dentro dos quartos (antes a maioria era fora, de uso coletivo) e internet wireless,
As acomodações coletivas separadas por sexo são, sem dúvida, a opção mais barata, mas os hostels dispõem também de quartos e apartamentos, que podem ser duplo, triplo ou para uma família, com capacidade para alojar quatro a cinco pessoas, dependendo do local. ''No Brasil as pessoas ainda estão descobrindo os hostels, mas hoje vêm pessoas de todas as idades'', diz Karla, ressaltando que a procura por famílias é cada vez maior.
Além das diárias mais em conta, segundo ela, os hostels permitem outros tipos de economia. Uma característica das hospedarias é possuir áreas comuns de convívio, como salas de estar, cozinha e lavanderia para uso dos hóspedes, o que permite que as pessoas façam sua própria comida ou lavem suas roupas, por exemplo. Os albergues mantêm, ainda, parcerias com os principais passeios turísticos para fornecer descontos aos hóspedes. Quem ficar nos hostels de Curitiba, por exemplo, têm desconto de 15% no passeio de trem pela Serra do Mar. Em Foz, há descontos para visita à Hidrelétrica Itaipu e para passeios nas Cataratas.


