A cada nova atração turística bolada pela Prefeitura, Curitiba foge um pouco mais do estigma de cidade de passagem para se transformar em destino. Conhecida por sua preocupação ecológica, foi nisto que a cidade se apoiou, desde a década de 70, para criar uma imagem atraente para o turista. Deu certo, e não só para arrebatar prêmios no exterior.
O caminho até a realidade atual não foi tão rápido nem tão fácil, porém. Foi só a partir de 1992, com a construção de atrações como a Ópera de Arame, o Jardim Botânico, a Rua 24 Horas, os Faróis do Saber e os Memoriais étnicos - todos com funções voltadas para a própria comunidade - que a cidade iniciou sua trajetória turística.
Kraw Penas




A gerente geral do Victoria Villa, Iara Goldbaum, afirma que o trânsito de funcionários de empresas representa a maior parte da ocupação do hotel
Hoje, a realidade aponta para uma rede hoteleira posicionada como a quarta maior do Brasil, o que pode parecer uma contradição em relação ao potencial turístico da cidade. Segundo o Departamento de Turismo da Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo, existem em Curitiba 85 hotéis, com 11 mil leitos, abaixo só de Rio de Janeiro, São Paulo e Foz do Iguaçu. Destes, a maioria está no segmento de duas e três estrelas, sempre os que existem em maior número em todas as cidades brasileiras.
‘‘Apesar de ter uma das redes hoteleiras mais caprichadas e com tarifas acessíveis, Curitiba ainda está fora do roteiro, principalmente porque viajar dentro do Brasil ainda é muito caro por causa das tarifas aéreas’’, avalia o presidente da seção paranaense da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-PR), Gino Campos.
Uma das principais metas do setor para este ano é conseguir montar, em parceria com agências de viagens e companhias aéreas, pacotes baratos de final de semana, para atrair o turista de São Paulo, interior do Paraná, Santa Catarina e até mesmo Paraguai.

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