Arquivo FolhaVera: sem cuidados, perigo é começar mal e acabar definhando Quando decide abrir um negócio próprio, o candidato a empresário se vê diante de uma encruzilhada. Qual o primeiro passo para realizar o seu projeto? A maratona burocrática, em geral, assusta. Ao mesmo tempo em que tem que definir a atividade, escolher o ponto e registrar a empresa, o empreendedor acumula milhões de dúvidas: será que o ramo escolhido é mesmo promissor? Conseguirá bancar a instalação e o capital de giro inicial apenas com recursos próprios? Do contrário, onde poderá buscar financiamento? E o retorno do investimento, virá em quanto tempo?
Para começar a responder a tantas indagações, a consultora do Balcão Sebrae em Londrina, Vera Lúcia Carlos, diz que o conselho número um dado aos marinheiros de primeira viagem é o de que seja feito um ‘‘plano de mercado’’. Tudo tem que começar por aí. ‘‘Muitas vezes a pessoa tem em mente um setor em que gostaria de atuar, mas não conta com nenhum fundamento objetivo para basear a sua escolha. Nesse caso, o perigo de engrossar as estatísticas de mortalidade precoce empresarial é grande’’, nota.
AjudaO Sebrae pode ajudar nesse pontapé inicial. Oferece treinamento para o empreendedor avaliar se a sua escolha é mesmo uma opção de futuro. Promove, também, palestras, a custo subsidiado para elaboração do projeto de viabilidade. A consultora tem um conselho para os novatos nos negócios: deixar a cargo de um contador a papelada da nova empresa. Ele já conhece os meandros da burocracia e pode agilizar o processo.
Enquanto isso, o futuro empresário deve se preocupar com o que realmente importa: a análise de mercado. ‘‘O segredo do sucesso de um negócio é esse’’, ela insiste. Não adianta, segundo a técnica, o empreendedor correr com a instalação da empresa e começar, logo em seguida, a esbarrar em problemas que seriam evitados com um bom e detalhado planejamento.
Exemplo? Descobrir que os fornecedores dos quais será cliente são poucos e detêm o domínio do mercado, como ocorreu recentemente, diz ela, com quem entrou no ramo de produção de fraldas. ‘‘Muita gente só descobriu que era complicado comprar matéria-prima quando a empresa já estava instalada’’. Outro exemplo? Abrir as portas e descobrir que existe mais meia dúzia de empresários, como ele, iniciando-se em atividade idêntica. Tarde demais.
Mas não é só na abertura da empresa que se pode contar com a assistência do Sebrae. O serviço também oferece consultoria individualizada nas áreas financeira e de vendas. O custo é subsidiado - R$ 10 por hora (quando o preço de um serviço similar em nível particular custa, em média, R$ 50 a hora). Além disso, o órgão oferece guias e cadastros que orientam na compra de máquinas e localização de fornecedores.
CapitalUma idéia na cabeça, pouco dinheiro no bolso. Essa é a situação mais comum. Normalmente o empreendedor definiu o que pretende produzir ou vender, mas não conta com capital. E onde conseguir? Vera Lúcia explica que o Sebrae é um órgão de consultoria gerencial, e não um agente financiador. Mas também pode auxiliar o empreendedor neste aspecto, através de palestras e consultoria que mostram os caminhos.

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