Assaltado quatro vezes durante o trabalho entre Curitiba e Colombo, o cobrador Hélio Franco da Silva, 36 anos, diz que não está entre os que mais sofreram abordagens dos criminosos. ''Tem uns aí que já foram assaltados mais de 20 vezes'', afirma. ''A gente fica assustado mas mesmo sem segurança nenhuma tem que enfrentar. Polícia a gente só vê nos ônibus quando eles estão indo trabalhar.'' Em dezembro passado, o policial militar Marcelino Deivid Cais, 46, foi morto com um tiro no peito ao tentar impedir um assalto ao ônibus em que estava como passageiro na linha Timbu, entre Curitiba e Quatro Barras.
O cobrador João Zareski, 41, que também já foi assaltado três vezes a caminho de Colombo, diz que fica revoltado com a truculência dos assaltantes: ''Às vezes ainda chamam a gente de vagabundo. À noite é ainda pior, não tem um que não foi assaltado''. Motorista do transporte coletivo de São José dos Pinhais, José Antonio Madeira, 56, diz que nunca foi assaltado mas sente-se ameaçado. ''Que há medo não resta dúvida'', garante.
O presidente do Sidimoc, Denilson Pires da Silva, conta que, segundo os relatos dos motoristas e cobradores, os criminosos em geral estão dopados e são muito agressivos. ''Chegam com arma em punho, engatilhada, xingam, dão tapas. O que foi preso suspeito da morte de Hopaloski estava sem condições de falar ou caminhar de tão drogado.'' (D.R.)

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