Planejar um casamento não é tarefa fácil quando o assunto é economizar. Uma gama de serviços é oferecida para todos os gostos e bolsos. Basta visitar as feiras de noivas para perceber que casamento se tornou nos últimos anos um negócio. Decoração, buffet, salão de festa, bolo, doce, lembrancinha, convite, música e vestuário são alguns dos itens que compõem o grande dia.
Foi para tentar entender esse novo mercado que Silvana Chinezi resolveu pesquisar os vários tipos de casamentos e os referentes gastos, como trabalho de conclusão do curso de turismo com ênfase em hotelaria. ''Em Londrina, cerca de 50 casamentos mensais são de nubentes pertencentes às classes A e B, que investem em torno de R$ 30 mil em cerimônia religiosa e recepção para, em média, 200 convidados'', concluiu.
Não é a toa que a calculadora tem sido forte aliada dos noivos. A estudante Manoela Armanhi, 22 anos, e o bancário Rafael Quirino, 25, estão com o casamento religioso marcado para outubro e há 3 meses começaram a resolver os detalhes que envolve a cerimônia. Para controlar os gastos, tiveram de abrir mão de várias coisas.
''Para não apertar o orçamento, estamos deixando de ir a barzinhos, boates e frequentar restaurantes. Colocamos como prioridade o casamento'', conta o casal, que optou casar no civil em maio, para facilitar os preparativos do grande dia.
Os custos podem variar bastante e recebem influência da moda ditada pela indústria do casamento, e do promoter. Os mimos podem ser pagos de várias formas, desde que tudo esteja quitado até a véspera da cerimônia.
''Estamos contratando os serviços, mas até dez dias antes da festa sabemos que tudo precisa estar pago. Esta é a regra da maioria das empresas e pessoas contratadas para o casamento'', destaca Rafael.
Outro fator relevante é o tempo. Deixar para contratar os serviços em cima da hora pode ser frustrante, uma vez que os noivos correm o risco de não conseguir o local desejado para fazer a festa e também agendar estilista, decorador, entre outros profissionais.
Manoela, há 5 meses do seu casamento no religioso, confessa: ''Tive de optar por outro estilista para fazer o meu vestido porque o profissional que gostaria de contratar não tinha mais vaga em sua agenda até julho, não daria tempo de fazer meu vestido. Com o buffet foi a mesma coisa''.
Driblando os custos
Mesmo quem opta pelo tradicional deve ficar atento às despesas. A assistente social, Angélica de Barros, 22, e o administrador Telmo de Barros, 31, casaram mês passado e contaram com a ajuda da família e dos amigos. O convite foi confeccionado por eles mesmos e os detalhes da semana que antecedeu a cerimônia ficaram a cargo de uma amiga do casal.
''Nós organizamos e corremos atrás de tudo'', relembra Telmo. A recepção dos 400 convidados aconteceu dentro de um espaço oferecido pela própria igreja, onde foi servido bolo com sorvete aos presentes.
Angélica comenta que quatro coisas foram importantes para o casamento acontecer. ''Colocar Deus em primeiro lugar, saber o que você quer, trabalhar dentro do orçamento e ter amigos no qual você pode contar''. Ela acrescenta que o casório transcorreu tranquilamente.
''O casamento é uma indústria em que o real sentido está se perdendo e tornando-se contrato'', ressalta Telmo, referindo-se à perda de valores da sociedade quando o assunto é casar.
Em 2007 foram realizados mais de 2 mil casamentos no religioso na região de Londrina, e no civil, foram 2,9 mil casórios só em Londrina. Este ano, até o mês de abril, 801 casais oficializaram a união nos cartórios da cidade.

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