Implantado continuamente no Brasil há 23 anos, o horário de verão tem como principal objetivo proporcionar ao país a economia de energia elétrica durante os picos de consumo, uma vez que, com a claridade se estendendo até o início da noite, empresas e residências adiam por pelo menos uma hora o uso da eletricidade.
Entretanto, a adoção do sistema nunca deixou de provocar polêmica. Quem precisa acordar muito cedo, não gosta de ser obrigado a levantar uma hora antes para não perder os compromissos. ''Eu não gosto desse horário de verão. Além de ter que acordar muito cedo, sou da opinião de que não devemos mexer com a natureza'', justifica Abílio do Nascimento, 64 anos, há quase três décadas trabalhando como jornaleiro na região central de Curitiba.
Há ainda o desconforto provocado pela alteração da rotina, como sonolência durante o dia, cansaço, irritabilidade, dores de cabeça e insônia, entre outros sintomas. A explicação é que nosso relógio biológico é influenciado pela luz solar.
Entretanto, segundo o médico Cleverson de Macedo Gracia, neurologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, tais problemas tendem a desaparecer no período de três a cinco dias e não exigem tratameto ou medicação.
''Se durante o dia a pessoa sentir muita sonolência e estiver sofrendo com insônia, uma dica é fazer exercícios aeróbicos, como caminhada e corrida. É importante não ficar isolado, conversar, enfim, estimular o cérebro para que se sinta sono à noite'', destaca. (L.X.) ®MDNM¯ ®MDNM¯ ®MDNM¯

mockup