Como se sabe, a Companhia havia comprado 515 mil alqueires de terra do governo do Paraná, nos quais planejou núcleos urbanos, divididos em aglomerados básicos a serem estabelecidos progressivamente, na seguinte ordem: Londrina, Maringá, Cianorte e Umuarama. Entre os núcleos seriam fundados, a cada 15 quilômetros, patrimônios para servir de apoio ao abastecimento da população rural. As terras foram compradas a preço baixo, pois eram mata fechada.
‘‘Em volta das pequenas cidades como Nova Dantzig, eram instaladas colônias como Bratislava e Lorena, por exemplo’’, cita César Cortez, diretor do Museu de Cambé. Tudo foi muito bem planejado pelos ingleses. A CTNP, que 1928 havia adquirido o controle da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, estendeu os trilhos de Cambará (cerca de 130 quilômetros ao Norte) até Cambé, seguindo para Apucarana, pouco adiante.
O advento da estrada de ferro possibilitou o avanço do desenvolvimento, pois o trem permitiu o rápido escoamento da produção agrícola da região. E Cambé mostrou sua competência participando do ciclo econômico do café e de outros produtos agrícolas. (B..)

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