Fotos de Marcelo SayãoTESOUROS DA FÉIluminadas, as muralhas da cidade velha de Jerusalém guardam alguns dos santuários mais importantes para o cristianismo

Três milhões de peregrinosvisitarão a terra santa
Chico Otavio - Enviado especial
Agência O Globo - De JerusalémPara viver intensamente o ano do Grande Jubileu, não basta cumprir a liturgia cristã. Para muitos fiéis, é preciso respirar o ar que Jesus Cristo respirou, pisar no chão que ele pisou e chorar no lugar em que ele foi crucificado. Isso elevará em um milhão o número de turistas em Israel no ano que vem. São esperados três milhões de visitantes. Entre eles, 30 mil brasileiros (1% do total), o que não é pouco se for levado em conta que essa marca só foi atingida antes em 1996, na euforia do real.
Monte das OliveirasA Igreja de Getsemani, erguida no local onde Jesus disse: Pai, afasta de mim este cálice- Tem gente que virá com as economias de uma vida inteira - afirma a guia turística brasileira Judith Hofmann, que calcula entre US$ 2.500 e US$ 3.500, em média, os gastos com uma viagem de duas semanas à Terra Santa com conforto, mas sem luxo. Os gastos incluem passagens aéreas, hospedagem em hotéis de três ou quatro estrelas, transporte nas cidades e ingressos para locais de visitação. Sem vôos diretos do Brasil a Israel, a conexão na Europa é obrigatória.
Dos lugares mais luminosos, como o Mar da Galiléia, onde Jesus viveu a maior parte da vida pública, aos mais sombrios, como a Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, é quase impossível não ser contagiado pela atmosfera religiosa da Terra Santa. Orações e cânticos são entoados nos locais de visitação.
SANTA TERRAUma família de beduínos atravessa o Deserto da Judéia, um dos cenários em que Jesus fez suas pregaçõesUm roteiro básico pode começar por Nazaré, onde foi erguida a Basílica da Anunciação (onde o Anjo Gabriel teria anunciado a Maria que ela seria mãe de Jesus). Mais ao norte, chega-se ao Mar da Galiléia, cenário de vários episódios da vida de Jesus, incluindo o Sermão da Montanha. Seguindo os passos de Cristo, a descida a Jerusalém pode ser feita pela estrada que corta o deserto da Judéia e corre paralelamente ao Rio Jordão, de João Batista.
Em vez de mapas e roteiros turísticos, a Bíblia na mão. É assim que os peregrinos preferem cruzar os portões da cidade velha de Jerusalém, para cumprir a talvez mais importante etapa de sua visita: seguir a pé pelas 14 estações da Via Dolorosa, até a Basílica do Santo Sepulcro.

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