Com 25 anos de idade, a feira da Saul Elkind é dividida em três seções distintas: Hortifrutigranjeiros, com 75 barracas cadastradas pela CMTU; Feira do Produtor, que conta com 30 barracas, segundo a Secretaria Municipal da Agricultura; e ''Feira do Paraguai'', onde cerca de 200 camelôs vendem todo o tipo de produtos.
Feirantes, produtores e frequentadores são unânimes em afirmar que a ''Feira do Paraguai'' é a maior responsável pelo aumento de fluxo de pessoas na região e que sua diversidade é um dos grandes atrativos da feira.
O economista Francisco Simões avalia que a feira da Saul Elkind tem importância significativa não só para a Zona Norte, mas para a cidade como um todo.
''É uma fonte de renda extraordinária para uma parcela da população, com mais de 40 anos e sem qualificação profissional, que não encontra empregos. A extinção de uma feira desta proporção representaria um empobrecimento da população'', finaliza.
A costureira Maria Aparecida Martins Ferreira vende as roupas que confecciona numa barraca da Feira do Produtor há três anos. Após trabalhar em várias empresas, ficou desempregada e teve que buscar outra alternativa de renda. ''Ninguém pega pessoas da nossa idade para trabalhar'', referindo-se também ao marido, que ajuda na barraca.
Fátima Spinardi está há dois anos com uma barraca no setor dos camelôs. Ela tem esse ponto com uma renda extra, seu principal negócio é a loja no camelódromo. ''O movimento é muito bom e consigo tirar livre cerca de R$ 150 por domingo'', revela Fátima.
O mesmo faturamento tem o camelô Wagner Rossetto. Na Saul Elkind, ele vende DVDs e CDs há um ano e, no comelódromo, tem uma loja de bolsas. ''A barraca na feira correspondeu às minhas expectativas, dá para pagar as despesas e ter um lucro razoável''.
Seguindo a tendência do comércio em geral, nos dois primeiros domingos do mês, o movimento e as vendas melhoram bastante. Vários feirantes da Saul Elkind gostariam mesmo é que todos os meses tivessem cinco domingos. (M.C.)

mockup