Três décadas sem Elvis
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de julho de 2007
Luiza Xavier<br>Equipe da Folha 
O nome Elvis tatuado no pulso esquerdo da empresária Rosi Torres não deixa dúvidas: ela é uma autêntica admiradora do cantor norte-americano, que revolucionou a música e os costumes nas décadas de 60 e 70, tornando-se um dos maiores ídolos da cultura pop do século 20. Embora ainda haja quem duvide do fato dizem as lendas urbanas que o megastar foi alvo de uma intrincada conspiração, sendo obrigado a se refugiar em algum ponto desconhecido do planeta e que continuaria entre nós , a história registra que, em 16 de agosto de 1977, há quase 30 anos, Elvis Presley morreu, aos 42 anos, vítima de ataque cardíaco. Polêmicas à parte, nas próximas semanas, Rosi e uma legião formada por milhões de fãs em todo o mundo estarão participando de homenagens para lembrar a data.
Me apaixonei pelo Elvis aos 11 anos, depois que uma colega do colégio me mostrou uma foto. O ano era 1976 e nunca mais deixei de gostar dele, recorda Rosi que contagiou com a paixão pelo Rei do Rock a filha Fernanda que, não fosse a implicância do pai, teria sido batizada Priscila, mesmo nome da mulher de Elvis. Cresci ouvindo Elvis, não dava muita importância quando era criança, mas hoje sou fã. A morte do irmão gêmeo já indicava que ele seria mesmo único, filosofa a adolescente de 16 anos, com ares de fã estudiosa para satisfação da mãe coruja.
A assistente de marketing Dulce Angela Silva também descobriu-se apaixonada pelo popstar depois de ser levada pelo pai, aos oito anos, à apresentação de um sósia de Elvis em uma casa do Centro de Curitiba. Naquela época eu tinha dois ídolos: a Xuxa e o Elvis, diverte-se ela, que faz questão de demonstrar sua paixão no dia-a-dia. Bolsa, camisetas, broches, chaveiros ocupam boa parte do guarda-roupa da moça.
O bancário Sandro Gruchentz, de 43 anos, tem percebido o crescente interesse dos jovens e até de crianças pelo mito. Ele agora é muito mais respeitado. O fato de muitas de suas músicas terem sido usadas recentemente em comerciais de TV também tem atraído a atenção dos mais jovens.
Essa tendência é destacada por outro fã de carteirinha, o cineasta Maurice Boguslawsky, de 39 anos. Meu filho de 8 anos e minha filha de 6 também já gostam do Elvis. O lado carismático dele conquista a todos, diz ele, que pretende iniciar em breve um documentário sobre a paixão dos brasileiros pela lenda do rock and roll.
Neste sábado, Rosi, Fernanda, Sandro, Maurice e Dulce estarão no Jokers Bar, em Curitiba, ao lado dos amigos do fã-clube CWB Rocking Elvis que investiu cerca de R$ 6 mil na organização do evento que pretende atrair admiradores de Elvis de todo o Brasil. As apresentações do ídolo em Las Vegas darão o tom da festa, que terá um significado especial para o contador Sergio Queiroz. Sou fã desde criança e há alguns anos me apresento em eventos, mas pela primeira vez vou estar caracterizado, usando macacão e botas especialmente confeccionados para esta ocasião, conta o curitibano.
Durante o evento, além de trocar informações e impressões sobre o ídolo, os admiradores de Elvis assistirão a videoclipes exclusivos, apresentações de coreografias e shows do gaúcho Di Presley, considerado por muitos o melhor cover brasileiro de Elvis, além de Dalízio Moura, Adam Presley e Banda Elvis Back, de São Paulo. Haverá também sorteio de brindes, exposição e uma feira com artigos nacionais e importados.
Outro tributo a Elvis Presley está sendo preparado pela Soulution Orchestra, que lança em agosto o CD 30 Anos sem Elvis. Ele é referência para todo mundo que gosta de rock, afirma o vocalista e líder da banda, Zé Rodrigo que, aos 7 anos, imitava o popstar em frente ao espelho.


