O nome Elvis tatuado no pulso esquerdo da empresária Rosi Torres não deixa dúvidas: ela é uma autêntica admiradora do cantor norte-americano, que revolucionou a música e os costumes nas décadas de 60 e 70, tornando-se um dos maiores ídolos da cultura pop do século 20. Embora ainda haja quem duvide do fato – dizem as ‘‘lendas urbanas’’ que o megastar foi alvo de uma intrincada conspiração, sendo obrigado a se refugiar em algum ponto desconhecido do planeta e que continuaria entre nós –, a história registra que, em 16 de agosto de 1977, há quase 30 anos, Elvis Presley morreu, aos 42 anos, vítima de ataque cardíaco. Polêmicas à parte, nas próximas semanas, Rosi e uma legião formada por milhões de fãs em todo o mundo estarão participando de homenagens para lembrar a data.
  ‘‘Me apaixonei pelo Elvis aos 11 anos, depois que uma colega do colégio me mostrou uma foto. O ano era 1976 e nunca mais deixei de gostar dele’’, recorda Rosi que ‘‘contagiou’’ com a paixão pelo Rei do Rock a filha Fernanda que, não fosse a implicância do pai, teria sido batizada Priscila, mesmo nome da mulher de Elvis. ‘‘Cresci ouvindo Elvis, não dava muita importância quando era criança, mas hoje sou fã. A morte do irmão gêmeo já indicava que ele seria mesmo único’’, filosofa a adolescente de 16 anos, com ares de fã estudiosa para satisfação da mãe ‘‘coruja’’.
  A assistente de marketing Dulce Angela Silva também descobriu-se apaixonada pelo popstar depois de ser levada pelo pai, aos oito anos, à apresentação de um sósia de Elvis em uma casa do Centro de Curitiba. ‘‘Naquela época eu tinha dois ídolos: a Xuxa e o Elvis’’, diverte-se ela, que faz questão de demonstrar sua paixão no dia-a-dia. Bolsa, camisetas, broches, chaveiros ocupam boa parte do guarda-roupa da moça.
  O bancário Sandro Gruchentz, de 43 anos, tem percebido o crescente interesse dos jovens e até de crianças pelo mito. ‘‘Ele agora é muito mais respeitado. O fato de muitas de suas músicas terem sido usadas recentemente em comerciais de TV também tem atraído a atenção dos mais jovens.’’
  Essa tendência é destacada por outro ‘‘fã de carteirinha’’, o cineasta Maurice Boguslawsky, de 39 anos. ‘‘Meu filho de 8 anos e minha filha de 6 também já gostam do Elvis. O lado carismático dele conquista a todos’’, diz ele, que pretende iniciar em breve um documentário sobre a paixão dos brasileiros pela lenda do rock and roll.
  Neste sábado, Rosi, Fernanda, Sandro, Maurice e Dulce estarão no Jokers Bar, em Curitiba, ao lado dos amigos do fã-clube CWB Rocking Elvis que investiu cerca de R$ 6 mil na organização do evento que pretende atrair admiradores de Elvis de todo o Brasil. As apresentações do ídolo em Las Vegas darão o tom da festa, que terá um significado especial para o contador Sergio Queiroz. ‘‘Sou fã desde criança e há alguns anos me apresento em eventos, mas pela primeira vez vou estar caracterizado, usando macacão e botas especialmente confeccionados para esta ocasião’’, conta o curitibano.
  Durante o evento, além de trocar informações e impressões sobre o ídolo, os admiradores de Elvis assistirão a videoclipes exclusivos, apresentações de coreografias e shows do gaúcho Di Presley, considerado por muitos o melhor cover brasileiro de Elvis, além de Dalízio Moura, Adam Presley e Banda Elvis Back, de São Paulo. Haverá também sorteio de brindes, exposição e uma feira com artigos nacionais e importados.
  Outro tributo a Elvis Presley está sendo preparado pela Soulution Orchestra, que lança em agosto o CD 30 Anos sem Elvis. ‘‘Ele é referência para todo mundo que gosta de rock’’, afirma o vocalista e líder da banda, Zé Rodrigo que, aos 7 anos, imitava o popstar em frente ao espelho.

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