O eleitor do Rio só deverá saber hoje, com a divulgação do resultado oficial, se haverá ou não segundo turno na eleição para governador do Estado. A definição entre haver ou não segundo turno entre Anthony Garotinho (PDT) e César Maia (PFL) deve ocorrer por uma margem pequena de votos, o que não pôde ser detectado por pesquisas junto ao eleitor na saída da votação.
Até as 20h de ontem o Tribunal Regional Eleitoral do Rio não conseguiu fornecer nenhuma prévia do resultado oficial da eleição. Segundo informações da assessoria do órgão, a apuração estava transcorrendo normalmente, mas os números não podiam ser acessados para divulgação aos jornalistas.
O TRE ficara de fornecer resultados preliminares às 18h, transferiu a divulgação para as 19h30, mas não conseguiu resolver os problemas técnicos detectados em seus computadores.
Apesar de dizer que iria esperar o resultado final do TRE, Anthony Garotinho falou no final da tarde de ontem já como o vencedor da eleição. Afirmou que seu governo levará em conta os demais partidos que apóiam sua candidatura (o PT de sua vice Benedita da Silva, mais PSB, PCdoB e PCB), que não fará oposição do presidente Fernando Henrique Cardoso, apesar de divergir de sua política econômica, e que vai priorizar as áreas de educação, projetos sociais e segurança pública.
Cesar Maia, por sua vez, disse no começo da noite que disputará o segundo turno. Ele afirmou que pelos seus cálculos a diferença entres os votos de todos os candidatos somados será de três pontos percentuais a mais que os de Garotinho.
César Maia disse ainda que na campanha para o segundo turno vai explorar sua condição de candidato independente.
O atual governador fluminense, Marcello Alencar, declarou que o PSDB, seu partido e também do candidato derrotado Luiz Paulo Corrêa da Rocha, está disposto a abrir as portas do diálogo tanto para Garotinho quanto para Cesar Maia, caso haja segundo turno. Ambos são adversários de Alencar e críticos de sua gestão à frente do executivo estadual.
Segundo informações da Justiça Eleitoral, 828 pessoas foram presas em todo o Estado do Rio sob a acusação de crime eleitoral. A maioria dos detidos fazia propaganda de candidatos junto aos locais de votação, o que é proibido por lei. Marcos Simões, candidato a deputado estadual pelo PFL, foi preso na porta de uma seção eleitoral no bairro da Tijuca (zona norte). Ele estava distribuindo material de propaganda de sua própria candidatura.

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