Para ter acesso às aulas de natação, hidroginástica, hidroterapia e ginástica, a pessoa precisará ter a recomendação médica do Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo procedimento adotado nas duas unidades que funcionam na Praça Ouvidor Pardinho e Oswaldo Cruz, no Centro de Curitiba. Outras atividades como aulas de dança, esportes, passeios, caminhadas, além de tai chi chuan, yoga e artesanato disponibilizados pela FAS, basta se inscrever para participar.
Na unidade da Ouvidor Pardinho, as atividades são voltadas, principalmente para a terceira idade. Cerca de 1,2 mil pessoas frequentam o lugar, por semana, e também é o mesmo número de pacientes que aguardam na fila de espera da hidroginástica, a única do município. ''Precisa de um encaminhamento médico observando a necessidade da hidro, de exercícios sem impacto. É incrível, tem gente que chega de muletas e depois das sessões sai andando. Esse novo centro vai ajudar a desafogar um pouco a fila'', informa a responsável pelo Centro de Esporte e Lazer da Ouvidor Pardinho, Simone Cordeiro.
O Programa de Hidrocinesioterapia ou de hidroterapia também é bastante procurado na Ouvidor Pardinho. Desenvolvido pela Universidade Tuiuti do Paraná em parceria com a Prefeitura, se trata de uma fisioterapia no ambiente aquático. ''Nas pessoas idosas há uma grande incidência de doenças reumáticas, ortopédicas e neurológicas. Elas têm dificuldades de locomoção e para cumprir as atividades do dia-a-dia devido a limitação pela dor e pelo envelhecimento fisiológico'', explica Sandra de Souza, coordenadora do programa.
Os pacientes que procuram o setor também precisam de recomendação médica e buscam tratamento para uma patalogia já instalada ou para fazer prevenção. Os profissionais do programa de hidroterapia atendem cerca de 100 idosos, por dia, em sessões com até seis pessoas. Os pacientes com doenças neurológicas recebem atendimento individual. Segundo Sandra, em 98% dos casos, os pacientes saem do programa sem dor e caso haja necessidade, são orientados a fazer mais sessões. Aqui, a fila de espera possui 200 nomes.
''Preciso da hidroterapia para fazer a manutenção de uma cirurgia que fiz na coluna. Os exercícios ajudam muito a combater as dores. Para mim isso aqui é uma necessidade'', conta a fonoaudióloga aposentada Maria Nazaré Batistuzo, de 63 anos, elogiando a estrutura do lugar, ''uma referência no município''. ''Já estou na minha quarta série de 20 sessões. Tenho osteoporose e cheguei a usar muletas, no ano passado. Com a hidro e os exercícios que faço em casa tive 80% de melhora'', disse a auxiliar administrativa Cerdinéia Bastos, de 62 anos. (F.G.)

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