O investimento em novas tecnologias é outro fator de destaque no tratamento do câncer no Hospital do Câncer de Londrina (HCL). Há dois anos, a instituição conta com um equipamento de braquiterapia de alta taxa de dose que, entre outras vantagens aos pacientes, permitiu humanizar o tratamento de cânceres vaginais como o de colo de útero.
Conforme o físico Antônio Tannous, responsável pela manipulação do aparelho, o procedimento tradicional exigia que a paciente ficasse internada por três a quatro dias, em isolamento e sem poder levantar da cama, para receber a radioterapia. Com a nova opção, um molde individual é feito para cada mulher, que passa por procedimento que dura no máximo 15 minutos.
''Mudou radicalmente a qualidade no atendimento'', pontua, lembrando que a tecnologia também trouxe redução no risco para os profissionais envolvidos, que antes tinham de se submeter à radiação - mesmo que protegidos - a cada vez que entravam no quarto.
São realizados cinco atendimentos por dia, de pessoas da região de Londrina e até de Maringá. ''A chegada do equipamento foi uma grande vitória. O tratamento contra o câncer já é agressivo. Por isso, a humanização de algumas etapas significa muito para os pacientes.'' (C.A.)

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