Trânsito terá mudanças 'radicais'
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quarta-feira, 09 de maio de 2001
Marcos Zanatta 
A largura das ruas e avenidas de Maringá favoreceu o trânsito até o início dos anos 90, quando a cidade tinha uma frota muito menor que a atual. Hoje são 117 mil veículos rodando pela cidade. Mas também colaborou para formar motoristas mais tranquilos. A opinião é do secretário municipal de Transportes, Renato Vitor Bariani, que promete mudanças radicais para resolver os problemas na zona urbana. Uma das propostas, revela, é transformar algumas avenidas em mão única. Vai ter resistência, se antecipa.
Ele lembra que a última grande mudança promovida no sistema viário ocorreu há mais de cinco anos (proibição da conversão à esquerda em alguns dos principais cruzamentos). O motorista tem que fazer o laço na quadra em frente para acessar uma via à esquerda, o que aumenta a presença de veículos no trecho, explica. Bariani revela que passam em torno de 1,2 milhão de veículos por dia nos principais cruzamentos da área central. São em grande parte carros que pela proibição de virar à esquerda passam várias vezes no mesmo cruzamento.
O que é preciso, afirma o secretário, seria o motorista planejar um roteiro antes de sair de um ponto ao outro da cidade. Ele diz que a grande maioria dos veículos que passa pelo centro está na realidade se deslocando de um ponto a outro da zona urbana. Faltam ligações entre os bairros por fora do centro lamenta. A situação, diz Bariani, mostra que o planejamento da cidade já não atende mais a questão de trânsito. Principalmente porque muitos fatores novos surgem e exigem mudanças.
O maior problema é o tráfego intenso. Além da frota de 117 mil veículos, a cidade recebe em média outros 100 mil carros da região diariamente. Apenas no cruzamento das avenidas São Paulo e Colombo passam quase 50 mil veículos por dia, revela Bariani.
Além de melhorar as condições de tráfego, o secretário defende a educação do motorista. Nos últimos anos, lembra Bariani, o município investiu pesado em sinalização e modernização de semáforos, mas os resultados não aparecem. Apenas em relação à velocidade a situação mudou, graças à adoção dos radares eletrônicos. Queremos discutir com a população as mudanças que podem ser feitas, e também investir em campanhas educativas. Caso contrário as metas não serão alcançadas, diz.


