Trânsito complicado prejudica lojistas
Alguns lojistas do Shopping Cidade, localizado na Avenida Marechal Floriano Peixoto, próximo ao viaduto do Hauer, têm reclamado da falta de movimento ocasionada pelos problemas de trânsito durante as obras da Linha Verde. Mírian Burigo, dona de uma revendedora de celulares, conta que seu movimento caiu mais da metade de um mês pra cá, desde o desabamento de um trecho do viaduto em decorrência das chuvas. ''Quem vem pela BR-116 não consegue entrar, quem vai pelo viaduto também não'', lamenta a comerciante, que decidiu não contratar mais funcionários para dar conta do movimento do Dia das Mães que se aproxima.
Outro comerciante do shopping, Carlos Alberto Rodrigues, da farmácia Farmais, conta que também não vai mais contratar ninguém. ''Até preciso, mas não posso mexer na minha despesa'', argumenta. Ele calcula uma queda de 40% no movimento. ''Ninguém aguenta ficar 40 minutos no engarrafamento, eles vão para um shopping mais próximo.''
Assim também pensa Vívian Vicari, dona de uma loja de roupas. Ela conta que trabalha das 10 às 22 horas sozinha, pois os funcionários que tinha pediram demissão após a queda acentuada nas vendas. ''O dinheiro maior é o da comissão, sem vender ninguém quer trabalhar aqui'', avalia.
Para minimizar esses problemas, a Prefeitura de Curitiba implantou mão dupla de tráfego na Rua Tenente Francisco Ferreira de Souza, que dá acesso ao shopping. Com isso, os clientes do bairro podem chegar ao centro comercial sem precisar passar pela Marechal Floriano.
A medida, no entanto, não surtiu o efeito desejado para alguns lojistas. Vívian, que já teve lojas em outros shoppings, conta que nunca viu uma situação igual a essa. ''Em dezembro caiu 50% (o movimento)'', aponta ela, revelando que mesmo antes das chuvas derrubarem parte do viaduto, o trânsito na região já prejudicava o comércio.
Mesmo assim, Vívian aguarda com otimismo a conclusão da Linha Verde: ''Depois que estiver pronta vai melhorar nosso faturamento''. O difícil, segundo ela, é aguentar esses meses de pouco movimento. ''Para quem é microempresário, é complicado'', afirma. (A.A.)





