Tranquilidade sumiu de vista
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de abril de 2010
Wilhan Santin e <br> Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
No município de Tapejara (Noroeste), com 15.637 habitantes, a tranquilidade de pequena cidade interiorana acabou faz tempo e motivou, inclusive, protestos a três anos atrás que não sensibilizaram o Governo do Estado. Os furtos estão cada vez mais frequentes e a noite quase ninguém se arrisca pelas ruas. Policial civil não existe nenhum e a estrutura da Polícia Militar também
é mínima.
A falta de policiamento reflete já em hábitos comuns dos moradores. Andar pelas ruas depois das 22 horas, por exemplo, não é mais aconselhável. Temos que estar sempre atentos, olhando para os lados, prestando atenção para ver se não há ninguém
nos perseguindo para tomar nossas coisas, comenta a auxiliar de escritório Célia Aparecida Santos.
Para os moradores ouvidos pela FOLHA, o medo poderia ser amenizado se o efetivo policial da cidade fosse maior. Em abril de 2006 chegamos a nos mobilizar, fizemos até uma passeata pedindo mais policiamento. Porém, até hoje não fomos ouvidos. Assim, vamos convivendo com essa situação de furtos, roubos e usuários de drogas, reclama o comerciante José Souza.
O município não conta com delegado nem policiais civis. Quando necessário, eles são solicitados à Cruzeiro do Oeste, que também são responsáveis pelos flagrantes e inquéritos de Tuneiras, outra cidade da região. Os 20 presos da cadeia são cuidados por um funcionário pago pela Prefeitura. Um escrivão que também não concursado lavra os boletins. O efetivo da Polícia Militar é de apenas cinco homens, ou seja, um para
cada três mil moradores.


