O residencial Abussafi, no extremo Leste de Londrina, ainda é um bairro em construção, não faltam terrenos vazios e pedreiros trabalhando nas obras de novas residências. Foi lá que encontramos, na Rua Severino Mendes de Almeida, a última do bairro, a família de Rogério e Elizângela Ruiz.
Com o marido trabalhando, ele é pintor, quem recebeu a reportagem foi Elizângela, que é auxiliar de escritório. Mesmo atarefada, com o caçula Cauã Felipe de apenas quatro meses no colo e João Victor, 2 anos, correndo pela casa, além do mais velho, Hugo, 8, brincando na rua, ela contou que gosta de morar no local mais ao Leste da cidade.
''Faz dois anos que estamos aqui e gostamos do lugar, principalmente pela tranquilidade, tem tanto verde em volta que, quando chego da correria do serviço, no centro da cidade, até parece que estamos em um sítio'', ressalta.
No entanto, se o fato de o bairro ter a característica de tranquilidade da zona rural agrada a auxiliar de escritório, uma outra coisa, que só deveria existir na zona rural, é o que mais a desagrada. ''Um grande problema daqui são as vacas e os cavalos que ficam pastando nos terrenos vazios. Hoje mesmo meu filho mais velho teve que espantar uma vaca do nosso quintal'', reclama.
Outra queixa de Elizângela é sobre a distância da escola em que Hugo estuda. Ela conta que não conseguiu uma vaga para o garoto na escola pública do Jardim Alexandre Urbanas, que é mais próximo de sua casa, por isso o menino tem que ir até o conjunto Armindo Guazi, um pouco mais distante.
Prestes a voltar para o serviço, assim que acabar o período de amamentação de Cauã Felipe, a auxiliar de escritório já começa a se preocupar com creche para deixar os dois filhos mais novos. ''Já faz um ano que o João Victor está na fila de espera para uma vaga na creche que atende o nosso bairro, agora também tenho o Cauã Felipe. Eu preciso voltar para o serviço, não sei o que vou fazer sem colocá-los em uma creche'', disse com preocupação.(W.S.)

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