Apesar do acordo firmado pelas coligações dos dois candidatos ao governo do Estado de não sujar as ruas de Londrina com ''santinhos'', a cidade amanheceu com alguns locais sujos de jornais. Quem preferiu votar pela manhã encontrou tranquilidade na maioria das zonas eleitorais.
Os garis da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) tiveram mais trabalho no centro da cidade, em colégios como o Mãe de Deus e o Vicente Rijo. Em frente ao Colégio Mãe de Deus, uma equipe fazia a limpeza do local pela manhã. ''Pelo que eu estou vendo vai o dia todo (na limpeza) em toda a cidade, mas vai ser bem menos que no primeiro turno. Hoje estamos com cinco equipes, cada uma com dez funcionários'', disse Artur Bacelar Filho, encarregado da empresa Ecosystem.
No Colégio Vicente Rijo, a eleitora Ritsuko Koguishe de Brito, de 66 anos, coordenadora da Apae de Arapongas, criticou a calçada cheia de jornais com propagandas políticas. ''É horrível, nem parece que somos um povo, que somos civilizados, e que o objetivo de tudo isso é escolher um governante'', disse.
Na maioria dos locais de votação não houve filas e o clima foi tranquilo. ''Quando cheguei, às 7h10, já tinha gente lá fora esperando para votar, mas foi sossegado. No primeiro turno, sim, teve fila, porque as pessoas demoravam muito na urna'', disse Lázara Leonilda da Silva Wasiski, uma das mesárias do Colégio Polivalente, no Jardim Leonor (Zona Oeste).
Na Escola Municipal Nara Manella, no Conjunto Semíramis (Zona Norte), a auxiliar de secretaria Neusa Aparecida da Silva, de 38 anos, encontrou mais fila do que esperava: ''Cheguei agora, mas estou achando a fila um pouco comprida. Mas no primeiro turno tinha mais''.
No Caic do bairro União da Vitória (Zona Sul), a dona de casa Patrícia Rocha dos Santos, de 19 anos, foi votar com o filho recém-nascido, Fabrício, de apenas 29 dias. ''Vim de manhã por causa dele, à tarde é mais quente'', disse.
No Colégio Estadual Carlos de Almeida, no Jardim Lindóia (Zona Leste), a escriturária Carla Cristiane Rodrigues Silva, de 24 anos, justificou o voto. ''Voto em Tamarana, mas hoje é complicado ir para lá'', afirmou.
Mesmo quem não tem mais a obrigatoriedade de votar, gosta de participar do processo eleitoral. Caso de Kaozi Kunioka, de 80 anos, que preferiu ir bem cedo ao centro da cidade para votar. ''Aí, fico mais sossegado e posso trabalhar na minha horta'', disse. E da dona de casa Leonor Júlia Pereira, de 72 anos, que votou no Jardim Leonor: ''Não preciso mais votar, mas estou cumprindo com minha tarefa''.

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