Localizado dentro da cidade de Santa Fé (47 km ao norte de Maringá), o Balneário Rossi é sinônimo de muito sossego. ‘‘Esta sombra que tem aqui eu nunca vi em outro lugar’’, afirmou o militar aposentado Francisco Antônio da Silva. Uma piscina de água natural, local para pescaria, chafariz e algumas quadras completam o cenário.
‘‘A idéia de transformar a propriedade em área de lazer foi do meu pai. Isso já faz mais de 15 anos’’, contou um dos donos Ivan de Rossi. Ele lembrou que no começo o pai construiu um açude para os animais, mas logo em seguida os moradores da região passaram a usar o lugar para nadar. ‘‘Foi então que resolvemos cobrar pela entrada’’, contou Rossi.
Desde então o açude foi transformado em uma grande piscina natural de água corrente muito procurada nos dias quentes. ‘‘A água vem de uma mina que nasce a 100 metros daqui. Lá está tudo protegido’’, explicou o dono. Sobre o espelho d’ água foi construida uma ponte pênsil que serve de passarela para os visitantes.
Quanto a propaganda do local, Rossi admite que a deles é na base do boca a boca. ‘‘As pessoas que nos visitam sempre indicam para os amigos. Assim, o ambiente acaba sendo muito familiar’’, disse o dono. Ele também confessou que a propaganda do Salto Bandeirantes ajuda o balneário, pois quem visita a cidade passa pelos dois locais.
A observação de Rossi é confirmada pelo aposentado Francisco Antônio Silva. ‘‘A meninada gosta muito do salto, mas eu prefiro aqui’’, opinou. Na semana passada, Silva e a família deixaram a cidade de Cruzeiro do Sul (64 km ao norte de Maringá) para curtir a natureza de Santa Fé. No total, 11 pessoas que viajaram em uma Kombi.
No balneário as pessoas também podem acampar ao lado dos quiosques. A taxa é de R$ 10,00 por pessoa, além do aluguel de um dos 25 quiosque com churrasqueira que é R$ 15,00. ‘‘Pretendemos investir mais aqui para melhorar a qualidade da água e construir alguns chalés’’, adiantou Rossi. Alguns itens para o churrasco podem ser comprados na lanchonete do local, como o gelo, o carvão e a bebida. Mas quem preferir trazer tudo de casa, não terá problema.
E é assim que o turismo de Santa Fé ajuda na economia da cidade. ‘‘Esse carnaval mesmo o hotel da cidade ficou lotado’’, contou Rossi. O prefeito da cidade, Pedro Brambila, concordou que a exploração dos atrativos naturais já é uma fonte de renda. ‘‘O que nós podemos fazer agora é dar algum incentivo para profissionalização de mão-de-obra no município’’, disse Brambila.
O setor da prefeitura responsável pelo turismo é o de Desenvolvimento Econômico, mas que ainda não tem um responsável. ‘‘Periodicamente realizamos fóruns para discutir meio ambiente e turismo. E sei que já foi feito um levantamento sobre o pontencial de Santa Fé, mas teria que consultá-lo novamente para ver como ficou’’, declarou o prefeito. Para 2005 não há verba prevista para o desenvolvimento do turismo. (C.R.)

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