A situação é recorrente em época de eleição: pelas propagandas políticas na tevê, desfilam dezenas de candidatos que têm como base as associações de moradores. ''São os caminhos da democracia'', resume a socióloga e diretora do setor de Ciências Humanas da Univesidade Federal do Paraná (UFPR), Maria Taisa Bega.
Segundo ela, todo candidato tem uma base eleitoral e vir de movimentos como uma associação de moradores acaba sendo natural. ''Há candidato que veio da igreja, outro que é radialista. E muitos outros acabam sendo oriundos deste trabalho nas associações, em que se destacam e ganham notoriedade perante a comunidade'', explica.
Entre os nomes que ganharam destaque nos últimos anos, Maria cita inclusive o governador Roberto Requião (PMDB). ''Ele é um exemplo dessa classe também, já que começou como advogado desses movimentos sociais'', relembra.
Para a dona de casa Ermelinda Gonçalves, se um bom trabalho for feito, é justo que alguém ligado a uma associação de moradores seja candidato. ''Pelo menos ele já vai ter feito alguma coisa para ajudar a população, né? Tem muito político que só fala e não faz nada'', argumenta.
O taxista Donato Reis é contra. ''Se ele está fazendo um trabalho importante como presidente de associação, por que sair? Continua lá que ajuda do mesmo jeito, talvez até mais. Não precisa se candidatar'', critica. (M.M.)

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