Os Estados Unidos foram abalados, na manhã de ontem, quando um bem orquestrado plano de terror atingiu fundamente Nova York e Washington. Terroristas sequestraram quatro aviões e atacaram o World Trade Center e o Pentágono em manobras de terrivel precisão.

O resultado primeiro causou estupor e, depois, lançou uma onda de pavor nos Estados Unidos e no mundo. A destruição das torres gêmeas do World Trade Center, provocou o caos em Nova York. A forma brutal como os terroristas agiram, vitimando os passageiros dos aviões sequestrados, sem qualquer sinal de remorso, não encontra paralelo na própria história do terror.

O resultado final da tragédia ainda está longe de ser calculado. Os mortos, em Nova York, principalmente, podem superar a casa da dezena de milhar. A cidade, que é o maior centro mundial, ficou coberta pelas cinzas e pela fumaça, enquanto bombeiros e pessoal da defesa civil tentavam socorrer feridos e recuperar corpos.

Um dos resultados deste esforço pode ser medido com a informação de que pelo menos 200 bombeiros morreram no desabamento do World Trade Center.

E a tragédia ainda não se concluiu: um terceiro edifício do complexo do World Trade Center, o número sete, ainda estava em chamas na noite de ontem e corria o risco de desmoronar.

Para complicar, como ocorre sempre diante de tais tragédias, os boatos correram como rastilho de pólvora. Havia informações sobre atentados em vários pontos, todas desmentidas. O Departamento de Estado norte-americano negou que sua sede em Washington tenha sido atacada com um carro-bomba. O subsecretário de Estado Richard Armitage inspecionou pessoalmente o prédio do departamento de Estado e não observou danos, disse um funcionário.

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