Na opinião de Maria Cecilia, mesmo o Natal, uma festa com origens pagãs apropriada pelo cristianismo, no Brasil tem diversas características ‘‘importadas’’.
  ‘‘Nossa ceia traz um alimento pesado. São castanhas, frutas cristalizadas, típicos de clima frio. Enfeitamos as casas com motivos de neve, pinheiro seco, incompatível com nosso país tropical’’, aponta.
  Já o ‘‘Thanksgiving’’ ou ‘‘Ação de Graças’’, festa norte-americana ligada à religião facilimente observada nos produtos culturais que recebemos, não deve ‘‘pegar’’ na opinião da historiadora.
  O professor Schibelbain lembra da ‘‘mania’’ nacional de utilizar termos em inglês, principalmente no comércio. ‘‘São os ‘shoppings’, as ‘sales’, os ‘video-games’. Parece que é mais chique ou baladalado usar ‘delivery’ do que ‘entrega em domicílio’’’, conta. Ele acredita que falta ao brasileiro questionar e refletir um pouco mais antes de se apropriar das influências estrangeiras.
  O próprio Halloween tem explicações e rituais que muitos não entendem, apesar de ‘‘entrar na onda’’. ‘‘Para nós, o Dia das Bruxas não significa nada. A grande maioria não sabe o porquê de se vestir de preto, enfeitar as casas com abóboras e imagem de bruxa’’, argumenta Schibelbain.
  Apesar de ensinar a língua inglesa, ele é um defensor do Saci, o ‘‘pretinho, sem uma perna que fuma cachimbo’’. ‘‘Além de essencialmente brasileiro, ele traz elementos do universo infantil, as brincadeiras, peripécias’’, defende. (M.R.M)

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