Tradição atravessa três gerações
Ser alfaiate é mais do que uma mera profissão para Anderson Bueno, de 23 anos. É uma tradição. Anderson aprendeu a costurar com o pai e o avô. Desde pequeno, ele conta que gostava de vê-los costurar e criar novos modelos através de reformas de vestes antigas. O avô, Renato, começou a fazer ternos em 1964, em Joaquim Távora. Em 1971, o pai Adélio montou um ateliêr em Curitiba - que funciona até hoje sob o comando de Anderson. Há cinco anos na profissão, Anderson acredita que sempre haverá mercado para o alfaiate - que tem que se modernizar com o tempo.
''Eu estou me especializando na arte de transformar as vestes antigas em belas roupas masculinas. A gente faz reforma de tudo quanto é roupa. O resultado é belo. E dá para tirar um salário razoável'', contou. As reformas mais procuradas são de calças e paletós. ''A gente chama de customização. Pego o que é antigo e tranformo em novo. Acho que os alfaiates sempre vão existir por isso. Sempre existirá a moda. Sempre teremos coisas que saíram da moda para reformarmos. Somos especializados em criação'', ponderou.
Um paletó, por exemplo, pode ser transformado em três dias de trabalho. E muita paciência. ''A gente tem que analisar todos os pontos do paletó. A reforma parece que é algo fácil. Mas não é. Exige muita paciência. Procuram nossos serviços os clientes que gostam de se vestir bem. Que buscam o sofisticado''.(L.P.)





