O sistema de tráfego de Umuarama é formado por vias rápidas e espaçosas, que permitem o trânsito fluir de forma adequada. As famosas rotatórias da cidade, de onde partem em leque completo todas as principais avenidas, facilitam a distribuição do trânsito, auxiliadas por avenidas e ruas bem traçadas. De qualquer ponto da periferia chega-se rapidamente ao centro sem dificuldades e obstáculos. Para o arquiteto Febo de Carvalho, que ajudou a elaborar o último plano viário, os problemas do trânsito de Umuarama atualmente decorrem da sinalização deficiente - que já merece estudos da Prefeitura - e da indisciplina dos motoristas.
As características do traçado do núcleo urbano são as originais, implementadas pela Companhia Melhoramentos, seguindo modelo que a colonizadora adotou em outras cidades, depois de Londrina (Maringá, Cianorte). Umuarama foi planejada por especialistas para ser um centro urbano moderno e bem-organizado, cresceu obedecendo e mantendo o plano original. Comércio, indústria e áreas residenciais têm espaços bem definidos. Os problemas urbanos são poucos se comparados a outras cidades e afloram mais na periferia, ocupada desordenamente nos últimos anos.
Como era de seu feitio, a colonizadora também se preocupava com questões ambientais, quando isso não era ‘‘moda’’. Em Umuarama, também preservou muitas praças e reservas florestais no centro da cidade - o Bosque Uirapurú e o Bosque do Índio, hoje pontos de lazer da comunidade local e regional, e verdadeiros filtros de oxigênio para os pulmões dos moradores. A cidade é considerada uma das mais arborizadas do Estado.
A forma como a CMNP loteou e vendeu as terras foi fundamental para o desenvolvimento econômico da região. A divisão e venda em pequenos lotes rurais, sobretudo nas proximidades do núcleo urbano, é vista hoje como um exemplo de reforma agrária. Embora as pequenas propriedades tenham dado lugar aos grandes latifúndios posteriormente, na região não existem conflitos agrários.
A Companhia Melhoramentos Norte do Paraná encerrou suas atividades comerciais de colonizadora em Umuarama em 1995 - assim em Maringá e Londrina - com a missão cumprida. Mas ainda é proprietária de centenas de imóveis na área urbana e grandes fazendas na região.

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