Trabalho no jornal começou há 22 anos
Trabalho no
jornal começou
há 22 anos
O editor-chefe da Folha não é jornalista por acaso: seus três irmãos mais velhos - Roldão, Rose e Carlos - também têm a mesma profissão, todos com passagem pela Folha. O fascínio pelo jornalismo e pelo trabalho de repórter surgiram muito cedo, aos 15 anos, por influência direta e natural dos meus irmãos, diz ele. Sua primeira atividade foi como repórter de um jornal de serviços que existiu em 75, em Londrina, o Viver, quando, por pura sorte, pôde conviver com grandes profissionais da imprensa paulista oriundos do jornal Panorama.
Nestes 23 anos de profissão, Arruda pôde realizar trabalhos para os principais jornais e revistas do País. Ele ingressou na Folha em 1976, quando o diploma de jornalista não era exigência legal, e só em 82 ingressou no curso de Jornalismo da UEL, onde se formou em 86. Foi um período peculiar, porque não parei de trabalhar na Folha. Alguns dos professores da UEL que me davam aula pela manhã eram meus colegas de reportagem à tarde, conta ele.
Na Folha, João começou como repórter geral e teve como chefes dois jornalistas que marcaram época no jornal, Edilson Leal de Oliveira e Leonardo Henrique dos Santos, responsáveis pela formação de toda uma geração de repórteres. Em 85, recebeu convite da revista Veja e foi ser repórter na Região Amazônica, com sede na sucursal de Belém do Pará. A experiência foi muito interessante, porque pude conhecer e mostrar uma outra realidade da população brasileira, conta. No início de 86, ele voltou à Folha de Londrina, a convite do jornal, como chefe geral de reportagem.
Nestes 22 anos de Folha, João ocupou todos os cargos existentes na Redação: repórter, redator, repórter especial, editor, chefe de reportagem, editor adjunto e atualmente é editor-chefe. Arruda foi vencedor por três vezes do Prêmio Paraná de Jornalismo, com reportagens sobre os porões da repressão política no Estado, a saga dos garimpeiros no Rio Tibagi e a história do poeta londrinense Minoru Nakagawara.
João Arruda também venceu o Prêmio Paraná de Jornalismo Científico com reportagem sobre o uso da energia atômica no Brasil, e coordenou a equipe que produziu a série de matérias vencedora de uma das edições do Prêmio Volvo de Segurança nas Estradas.
(O.C.)





