Comerciante em Londrina, Jorge (nome fictício) vive um drama em relação à lei trabalhista para menores de idade. O filho de 13 anos quer trabalhar no estabelecimento da família, ajudando a servir mesas, e no atendimento ao público.
O adolescente cursa a sétima série do Ensino Fundamental, pratica esporte e ainda encontra tempo para ajudar o pai, sem nenhum prejuízo escolar. Ele quer cursar a faculdade de Direito para conhecer as leis e ajudar na administração dos negócios. ''Ele já falou que pretende trabalhar no mesmo ramo que eu'', afirma o pai.
O interesse do garoto pelo trabalho começou aos 11 anos, quando ele já acompanhava o pai até o serviço. ''Ele sempre gostou e fez questão de ajudar, mas muitas pessoas me alertavam sobre a proibição da lei''.
Preocupado, o comerciante, que não vê problema em ensinar a profissão ao filho, resolveu seguir rigorosamente a lei e impediu o filho de trabalhar, contrariando a vontade do garoto. ''Não acho que o trabalho prejudique alguém, mas expliquei a ele que a legislação não permite e que ele não poderia mais ajudar''. O auxílio do jovem, agora, se restringe aos domingos. ''Mesmo assim, ele tem um trabalho bem controlado. Não serve bebidas, nem faz trabalho pesado''.
O comerciante afirma que um dos funcionários tinha um filho problemático e que o trabalho ofertado por ele, aos 16 anos, fez com que a vida do jovem se modificasse. ''Ele está com a gente há dois anos e melhorou o comportamento. Tem seu próprio dinheiro e ficou mais responsável''. Outros dois sobrinhos, de 11 e 15 anos, estão aguardando completar 16 anos para trabalhar como aprendizes. (M.O.)

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