Trabalho mostra os efeitos do preconceito racial
A população negra é maioria na periferia, em bairros pobres, violentos e sem infra-estrutura básica de saúde, educação e saneamento. Onde é minoria, em regiões ricas, é obrigada a enfrentar o preconceito racial e a dificuldade em inserir-se na comunidade local. Esta é a conclusão da pesquisa da professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Maria Nilza da Silva, para o doutorado na Pontifícia Universidade Católica (PUC) em São Paulo.
Sua tese baseou-se na distribuição da população negra na capital paulista, consequência do preconceito enfrentado pelos negros. Mas afirmou também que é comum encontrar pessoas que não gostam de dizer onde moram, principalmente entre os habitantes da periferia. Por outro lado, os negros bem-sucedidos financeiramente enfrentam dificuldade para serem aceitos nas comunidades onde vivem.
Em abril deste ano, Maria Nilza retomou o trabalho no Departamento de Ciências Sociais da UEL. Ela planeja, para o próximo ano, a elaboração de pesquisa semelhante sobre a realidade de Londrina. ''A diversidade racial de Londrina dá à cidade um elemento novo. Pretendo trabalhar com a população negra de Londrina a partir de sua distribuição no território'', revela a professora, especialista em sociologia das relação raciais e sociologia urbana.(F.R.F.)





