Londrina vive um momento muito positivo quando o assunto é geração de empregos. Quem afirma é o gerente da Agência do Trabalhador/Sine local, Mauro Viecili, sustentado em números divulgados pelo Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A cidade não é uma ilha em meio a tantos problemas econômicos do Brasil. Mas diante do cenário nacional, tem uma situação privilegiada. De acordo com dados do Caged, a geração de empregos no município é superior à média nacional. Em 2003, o índice londrinense foi de 4,73% contra 3,79% da média nacional e 4,21% da paranaense. De janeiro de 2001 a março de 2004, foram gerados na cidade 15 mil novos postos de trabalho.
Segundo a Agência do Trabalhador, 2000 foi o primeiro ano de saldo positivo na criação de empregos depois de quatro anos consecutivos de redução de vagas no mercado formal de trabalho. Em 1996, Londrina perdeu 3.013 postos de trabalho; em 1997 foram 521; em 1998, 2.357; e em 1999, outros 778. Ou seja: em quatro anos, desapareceram 6.669 vagas do mercado londrinense. Em 2000, ano marcado pela instalação da Global Telecom na cidade, finalmente os números saíram do vermelho. O carro-chefe foi o setor de serviços, que ofertou 70% delas.
A partir de 2001, a virada se consolidou e desde então a diferença entre o número de funcionários demitidos e contratados tem sido grande. Em 2001, o saldo positivo foi de 5.102 postos de trabalho; em 2002, 4.197; em 2003, 4.433; e nos primeiros três meses de 2004 já foram criados 1.725 novos empregos no município. Viecili esclarece que toda empresa é obrigada a comunicar o número de contratações e demissões ao Ministério do Trabalho até o dia 10 de cada mês.
Outro número que reforça o momento positivo que vive a cidade é o referente ao PEA (População Economicamente Ativa). Segundo Viecili, são consideradas ativas todas as pessoas com mais de 16 anos. Ficam de fora da conta os aposentados. A Agência do Trabalhador trabalha com PEA de 200 mil pessoas. Atualmente, a agência tem 19 mil cadastros de desempregados. "Nós temos, portanto, um índice de desemprego de 9 a 9,5%, enquanto a média do Brasil é de 12,8%", informa.

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