Trabalhando com o perigo
A vendedora Jussara Vargas, que trabalha há mais de 10 anos em uma das lojas da Travessa Jesuíno Marcondes, conta que ultimamente tem aparecido pessoas novas na região. ''Quem a gente já conhece não tem problema, mas, se estou sozinha na loja e aparece garoto novo na rua, fico com medo'', conta. O estabelecimento existe há 25 anos no mesmo local. Já entraram na loja por diversas ocasiões. Durante um período, um guardião dormia dentro da loja para garantir a segurança. Mesmo assim houve uma ocasião em que o vigia precisou usar a arma para evitar um assalto. Hoje, com alarme, o serviço do guardião foi dispensado. ''O alarme dispara algumas vezes. Isso assusta o ladrão e nada acontece'', explica a vendedora. No final do expediente, às 19 horas, Jussara, frequentemente, se depara com jovens fumando crack na calçada.
Andréa Linhares Sottomaior mora há 10 anos em um prédio da rua. Ela conta que os moradores resolveram instalar uma porta de vidro na entrada do edifício, já que o porteiro não aguentava o cheiro de crack que vinha da rua durante a madrugada. ''Teve uma época que foi pior. O orelhão tocava sem parar, provavelmente com gente pedindo droga'', diz Andréa. Ela conta que os moradores do prédio sempre enxergam cenas obscenas na rua. Eles chamam a polícia, mas quando vão embora tudo volta como estava. ''Um abaixo-assinado foi feito, há uns seis anos, com o intuito de instalar câmeras na rua, como existe na Rua XV de Novembro. Mas a mobilização não surtiu efeito'', explica a moradora. (R.C.)





