Tombamento facilita recuperação, diz Fumtur
Curitiba - O Centro Histórico de Paranaguá concentra diversas edificações construídas nos períodos do Brasil Colônia e do Império, como as igrejas de São Benedito, de Nossa Senhora do Rosário e da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas, a Fonte Velha, o antigo Colégio dos Jesuítas (atual Museu de Arqueologia e Etnologia de Paranaguá) e os sobrados da Rua da Praia. Mas a preservação de muitos prédios do Centro Histórico deixa a desejar.
''Toda cidade histórica brasileira, sem apoio do Governo Federal, tem dificuldades para manter prédios em bom estado. Há muitas questões de espólio familiar, de pessoas que receberam de herança edificações já degradadas. Além disso, a ação da natureza é mais severa no Litoral. Ela exige manutenções semestrais'', justifica Luiz Fernando Gaspari de Oliveira Lima, da Fumtur.
''Na minha opinião, a proximidade com Curitiba é prejudicial para Paranaguá. As pessoas que querem dar um passo maior na vida deixam muito facilmente sua terra natal. A gente não tem a atenção devida para a preservação histórica. Os esforços para isso são sempre dobrados. E os governantes geralmente dão primeiro atenção ao porto, depois à cidade'', diz o presidente da Fumtur.
Lima aposta em duas obras de 2011 para aumentar o número de turistas no Centro Histórico de Paranaguá: a restauração da Estação Ferroviária, que deve receber um espaço cultural e cujo projeto já foi aprovado, e a conclusão do Aquário Municipal, que está sendo construído pelo Governo do Paraná no Centro Histórico. O local deve ser inaugurado em julho.
''Com muitos turistas procurando o Aquário como destino principal, será mais fácil divulgar o Centro Histórico. As pessoas ainda não visitam Paranaguá como um patrimônio nacional tombado, porque o tombamento é recente e porque a recuperação dos prédios está começando agora'', aponta Lima. (F.G.)





