Todos apostam: a região
pode ser um novo Israel
José João Scarabelot e Lauri Scarabelot, de Campina da Lagoa, assistiam a um programa rural na televisão quando viram a reportagem sobre o Programa de Arrendamento de Terras (Pater) e a introdução das lavouras de soja em Umuarama. Os dois praticamente se mudaram para a região. A primeira safra na fazenda Mocoquinha será em novembro.
Assim como todos os outros arrendatários, os Scarabelot encontraram terras cobertas por pastagens degradadas, tiveram que fazer a destoca e a correção do solo. Terminado o prazo do arrendamento, devolvem a terra ao proprietário com o solo corrigido e pastagem recuperada. Tanto trabalho ainda pela frente não desanima os produtores. Arrendaram 225 hectares e esperam colher 45 sacas/h em média. Mesmo tendo chegado à região há pouco tempo, José e Lauri estão confiantes. ‘‘Só não vamos conseguir se o tempo não ajudar, porque aqui dá soja, sim senhor’’, diz José.
Pioneiro, fundador de cidades, Ibrahim Abud Neto é dos mais novos parceiros do programa de arrendamento de terras, lançado em 1997. ‘‘Os pastos estão começando a ficar velhos. Tem que deixar plantar soja mesmo. Sai muito caro para o dono da terra tombar e recuperar a terra sozinho’’, ensina. ‘‘Conhecem Israel? Aquilo era um areião muito pior do que aqui. É só adubar e cuidar do solo.’’

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