Todo o tempo do mundo para os netinhos
Darci Rosa, dono de um mercado em Curitiba, é avô de Gabriel, Felipe, Gabriel Fernando e Giovani. Eles tudo podem e por eles o avô faz tudo. Darci Rosa concorda com o ditado de que avô é burro chucro: o filho doma para o neto montar. É isso mesmo. A gente dá um duro danado criando e educando filhos e quando chegam os netos a gente se derrete e deixa eles fazerem o que quiserem, admite.
Com o neto mais novo, Giovani, de um ano e três meses, o amor de avô chega ao extremo. Ele sobe nas prateleiras, brinca com os enlatados. Quando meus filhos eram pequenos jamais fariam isso, conta. Enquanto seus o pais trabalham, Giovani passa o dia com o avô. Ele é esperto e adora fazer uma baguncinha. Tenho a maior paciência com o baixinho, conta a avó, Deolinda Machado.
Pai de Amauri, Albari, Darci Júnior e Adriano, Darci Rosa, embora firme em suas idéias e convicções, não era do tipo pai durão. Meu filhos sempre foram criados com liberdade, brincando na rua, próximo de casa, relembra Rosa. O filho mais velho, Amauri, diz que o pai sempre foi boa praça, mas que em função do trabalho, não ficava muito tempo com os filhos.
Já com os netos a situação é diferente. Quando a gente é pai tem pouco tempo para os filhos, pois tem o trabalho. Já quando se é avô há todo o tempo do mundo e este tempo é todo gasto com os netos, diz Amauri. Ele confirma que seu pai se derrete todo quando algum dos quatro netos chegam. É isso mesmo. O coração dele fica alegre só de ver os netos.





