Há 11 anos, eles não eram mais que cem. Reunidos na Praça Santos Andrade, em frente a Universidade Federal do Paraná, gays, lésbicas e transsexuais enfretaram o preconceito e a falta de recursos para realizar a Primeira Parada da Diversidade em Curitiba. O evento simples, quase uma passeata, percorreu o espaço entre a praça e a Boca Maldita na XV de Novembro, como conta o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, que participou do primeiro encontro.
Na edição deste ano, o quadro foi bem diferente. No último domingo, noivas, diabinhas, dançarinas de dança do ventre, casais homossexuais de homens e mulheres, famílias inteiras, avôs, avós, netos e jovens de todas as classes sociais formaram um público de mais de 10 mil pessoas na Parada Gay (estimativa da Polícia Militar). Nas contas dos organizadores, 130 mil pessoas participaram da festa.
Ontem, fazendo um balanço sobre a Parada da Diversidade, Toni Reis explica que o evento, que surgiu como forma de luta pelos direitos dos homossexuais, tem cada vez mais características de uma festa popular. ''Hoje, com recursos dos três níveis de governo e sindicatos temos ampla divulgação. Estamos surpreendidos com o número de famílias heterossexuais que têm participado. Hoje a Parada é realmente a festa da diversidade'', comemora Reis.

mockup