O descarte correto deve ser feito diretamente nas farmácias. Algumas possuem recipientes próprios para que o cliente dispense os remédios; em outras, é necessário procurar pelo farmacêutico. "As farmácias fazem o descarte juntamente com os resíduos que produzem. O material é incinerado e depois aterrado", conta o farmacêutico Edmarlon Girotto. Unidades de saúde pública também podem fazer esse tipo de trabalho. Comprimidos, xaropes e pílulas fora do prazo de validade podem se tornar tóxicos, explica Girotto.
No Brasil não existe, para os consumidores, nenhuma legislação que obrigue nem que indique os caminhos certos para o descarte dos remédios. Por serem elementos químicos, não devem ser jogados no lixo comum, nem em ralos, pias e vasos sanitários.
"Se forem descartados de forma inapropriada, os remédios podem contaminar solo, água, vegetação e animais, e retornar ao consumo humano criando resistências indesejadas ao organismo", explica Girotto. Em alguns casos, podem alterar o equilíbrio de microrganismos presentes em encanamentos e esgotos.

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