Recente levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, aponta o Paraná como 3º estado do Brasil com o maior índice de derrubada de floresta da Mata Atlântica. Anteriormente, o Estado figurava na 8ª posição, mas subiu devido à devastação de 1,3 mil hectares entre os anos de 2010 e 2011. Atualmente, a área remanescente de Mata Atlântica no Paraná é de 2 milhões de hectares - 11% do território. Na época do Descobrimento, a área original era de 18,3 milhões de hectares.
Restaurar ou replantar toda essa área seria impossível, como explica o biólogo Renan Oliveira. Isso acontece porque muito da área que foi derrubada está sendo utilizada na agricultura ou, então, passando por ocupação e construção. No caso do Paraná, boa parte do que foi devastado da Mata Atlântica nos últimos anos faz parte das obras da Usina Hidrelétrica de Mauá, construída pelo Consórcio Energético Cruzeiro do Sul entre os municípios de Ortigueira e Telêmaco Borba. Nesse caso, o empreendimento deve "compensar" a derrubada, amenizando o impacto ambiental com novas árvores.
Embora estejamos usando - direta ou indiretamente - as áreas desmatadas, é possível, sim, encontrar um consenso entre a exploração e a expansão. A proteção das Áreas de Preservação Permanente (APPs) das zonas urbanas (fundos de vale, praças, áreas de permeabilidade) e rural (matas ciliares de rios, nascentes, córregos), a implantação das Reservais Legais e a preservação dos ambientes de conservação permite a manutenção do que resta de Mata Atlântica. Além disso, os desmates ilegais, isto é, sem aval dos órgãos ambientais, podem - e devem - ser punidos e compensados.

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