A Tecnologia da Informação (TI) é a nova jóia para negócios e empregos em Londrina. Empresários e autoridades são bastante otimistas quando falam sobre as perspectivas de crescimento do setor no mercado nacional e internacional. A absorção de mão-de-obra qualificada deve crescer 30% em 2008. E a previsão é que o faturamento das empresas supere esse número percentual.
Para se ter uma idéia do que significam esses números, basta comparar com o setor que mais gerou empregos neste ano, o da construção civil, que teve expansão de 7,18%. Este panorama mostra que o segmento de TI se consolida como o melhor negócio de Londrina, que cresce embalada pela prestação de serviços e o agronegócio.
O detalhe é que, além de empregar mão-de-obra qualificada - que gera tecnologia e inovação que impulsiona outros setores do mercado - trata-se de uma indústria limpa, que não causa poluição ao meio ambiente.
Atualmente, 1.176 trabalhadores geram riqueza nas 110 empresas instaladas em 10 municípios, às margens da BR 369, desde Bandeirantes até Apucarana. Elas fazem parte do chamado Arranjo Produtivo Local (APL) de Tecnologia da Informação, projeto criado pelo governo federal que visa fomentar e solidificar o setor e que acaba de completar seu primeiro aniversário.
Para Marcus Fiedrich von Borstel, presidente do APL de TI de Londrina, ‘‘o mercado é cada vez mais crescente. O trabalho vem sendo feito para tornar Londrina um centro gerador de tecnologia’’.
Em breve o município irá ganhar uma regional da Associação Brasileira de Tecnologia da Informação, Software e Internet (Assespro), que já reconhece a cidade como um dos vinte pólos do setor no Brasil.
‘‘Com isso teremos mais representatividade para as nossas empresas localmente. O que ajuda a alavancar os negócios. Também teremos acesso aos subsídios e estudos que a Assespro está fazendo em nível de Brasil’’, explica Marcus.
A maior parte das empresas desse setor em Londrina (77,3%) tem até 15 funcionários. E 46,2% delas estão no mercado há menos de cinco anos. São desenvolvidos programas para os mais variados trabalhos, alcançando 68 áreas diferentes.
Em relação aos negócios, 44,5% dos produtos são comercializados no Paraná. São Paulo absorve 17% da produção. Logo depois está Santa Catarina, com 6,9% dos softwares gerados na cidade.
Vale destacar que 17,9% das empresas exportam seus produtos. A Europa compra 19% dos programas. Alemanha, França, Áustria, Suíça, Argentina, Chile, México, Uruguai e Colômbia são alguns dos países que também recebem parte da produção. Consultoria de desenvolvimento de software, sistema de automação, website e outsourcing estão entre os 11 tipos de programas gerados em Londrina.

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