Uma cidade que valoriza seus pioneiros. Ibiporã, que na língua tupi significa ‘‘terra bonita’’, completa 63 anos e, por ser tão jovem, ainda convive de perto com muitas familias que chegaram no povoado há mais de 50 anos. Essas pessoas simples são valorizadas, em um Espaço de Memória e futuro museu na Estação Ferroviária, pela história que ajudaram a construir.
Apesar dos primeiros habitantes começarem a apontar nesse povoado em 1934, foi a partir de 1936 que o desenvolvimento do local começou a ficar mais evidente. Os irmãos Alexandre e Francisco Gutierrez Beltrão auxiliaram de forma substancial a desenvolver a região, pela Companhia Ferroviária São Paulo – Paraná. Os trilhos chegaram ao povoado em 1936, inaugurando a Estação Ferroviária.
A partir daí, com o projeto da Sociedade Técnica Colonizadora Engenheiro Beltrão, iniciou o planejamento e execução definitiva da cidade. Foi então que imigrantes de diversas origens começaram a aparecer na região, principalmente dos estados de Minas Gerais e Espiríto Santo.
Ramon Lozan foi uma dessas crianças que vieram com os pais tentar vida nova no Norte do Paraná, em 1938 . Seu pai, João Lozan, era lavrador no estado de São Paulo e veio para cá com o intuito de melhorar as condições de vida da sua família. ‘‘Meu pai chegou e começou a trabalhar como empresário negociando debulhadeiras de milho. O Norte do Paraná estava desenvolvendo e ele viu isso como uma grande oportunidade para nós’’.
Em 1947, ano que o povoado se tornou oficialmente município, desmembrado de Sertanópolis, também foi a data na qual seu Ramon conheceu Lourdes Sipoli. Três anos depois ele se casaram e tiveram seis filhos. ‘‘Eu ajudei a construir a igreja central e participei do evento de quando o povoado se tornou cidade’’, relembra o pioneiro.
Apesar de terem passado por algumas dificuldades ao longo de todos esses anos, o casal não se arrepende de ter escolhido Ibiporã como lar. ‘‘Entre os anos de 1955 e 1956 a cidade começou a ficar bem mais organizada’’, ressalta Lourdes.
Completando 60 anos de casados, Lozan, aos 83 anos, e Loudes, 81, possuem uma grande familia, com 14 netos e nove bisnetos, que se dividem entre Londrina e Ibiporã. ‘‘Considero nossa cidade a melhor para se viver. Tem muitos recursos e ela está crescendo cada vez mais. Acho isso muito bom’’, completa Lozan, ainda mostrando muita vitalidade.

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