'Tenho que fazer minha parte'
O empresário Milton Steyer, proprietário do Armazém do Queijo, no Cristo Rei, resolveu mandar fazer sacolas de tecido para disponibilizar para venda na sua loja. Ele vende o material por R$ 3 e conta que 70 peças já foram vendidas. Não tenho nenhum lucro com a venda das sacolas de tecido. Muito pelo contrário. Não repassei todo o gasto para o cliente. Mas acredito que tenho que fazer minha parte pelo planeta, explica Steyer. Ele mandou fazer 150 sacolas e já se prepara para solicitar mais uma remessa com a mesma quantidade.
No Armazém do Queijo, alguns clientes que adquiriram a sacola voltam para fazer compras e levam o material. Outros deixam no carro para ficar mais prático. O produto teve uma grande aceitação por parte do público, conta o empresário. Mas ele revela que algumas pessoas ficam revoltadas em saber que a sacola de plástico pode acabar. Não existe consciência sobre este assunto.
O grupo Pão de Açúcar não adotou as sacolas oxi-biodegradáveis por entender que a sua utilização não garante menos danos à natureza, uma vez que os estudos sobre os gases que são liberados na decomposição do material não são conclusivos. Nos últimos anos o grupo criou alternativas como a implantação de estações de reciclagem, comercialização de sacolas retornáveis e reutilização de caixas de papelão para transportes de compras.
Quatro novas versões de sacolas retornavéis foram lançadas pelo Pão de Açúcar. Para atrair a atenção do cliente, as ráfias comportam 14 quilos e possuem estampas de arroz, maracujá, alcachofra e melão. Desde o começo da comercialização já foram vendidas 109 mil sacolas. Foram 100 mil apenas em 2008.
Outra opção adotada é cobrar pelas sacolas de plástico. Os mercados Sams Club de todo o País cobram R$ 0,22 cada uma. O dinheiro é doado para a Fundação Abrinq.
Já os supermercados Condor aderiram à sacola oxi-biodegradável. A rede utiliza aproximadamente 80 milhões de sacolas por mês, o que equivale a 20 toneladas de plástico. Para a rede Condor, o produto ecológico custa cerca de 12% a mais. Porém, este valor pode ser reduzido quando feito em larga escala.
A Associação de Supermercados do Paraná (APRAS) não pode obrigar os mercados a deixarem de utilizar as sacolas comuns e declara-se a favor da adoção de sacolas oxibiodegradáveis. (D.C.)





