Insetos, bonecas, fome, teatro japonês e gravatas. A mistura insólita apareceu na sétima edição do Phytoervas Fashion, que aconteceu na semana passada, em São Paulo, e fazia parte das propostas dos nove estilistas selecionados entre 77 projetos inscritos.
Durante três dias de ferveção, os eleitos mostraram sua criatividade em coleções para o outono/inverno 97. Nos intervalos entre cada desfile, uma novidade: o Phytoervas Fashion Awards, premiação de âmbito nacional que consagrou os expoentes da moda no ano de 96. Foram 21 categorias - de estilistas a editores de moda, de modelos a fotógrafos, de campanha publicitária a desfile - que, se apontaram sem muita surpresa nomes já conhecidos no circuito fashion, serviram para reforçar a imagem e o trabalho de muitos profissionais.
Entre os premiados, Bob Wolfenson como melhor fotógrafo, Ronaldo Fraga como estilista revelação, Vogue como melhor revista de moda e Melissa/Grendene como melhor campanha em mídia eletrônica. O voto popular elegeu Carlos Casagrande e Shirley Mallman como melhores modelos. Todos receberam uma ‘agulha’ criada pelo artista plástico Artur Lescher e executada pela Natan.
Um dos pontos altos do evento, que reverteu a renda da venda de camisetas, revistas e espaço publicitário a quatro entidades de assistência a crianças portadoras de HIV, foi a homenagem ao falecido estilista Conrado Segreto, um dos grandes nomes da moda brasileira. Alguns modelos das coleções de Segreto, hoje mantidos pela irmã do estilista, Rita Segreto, foram apresentados em um desfile especial.


PHYTOERVAS NA INTERNET

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