Temporada no Louvre segue até janeiro
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de novembro de 2005
France Presse 
Paris - Exposições, conferências, concertos, exibições de filmes, leitura de contos. O Museu do Louvre está com a temporada brasileira aberta até 18 de dezembro com uma retrospectiva da arte brasileira de ontem e de hoje.
Organizada por ocasião do Ano do Brasil na França e em torno de dois eventos principais, a exposição de pinturas do Brasil do holandês Frans Post (1612-1680) e a instalação da Pirâmide do Museu da obra do escultor brasileiro Tunga, a ''temporada brasileira'' do Louvre quer ser ''uma ampla exploração dos rostos artísticos do Brasil, de hoje e de outrora''.
A exposição ''Frans Post, Brasil na corte de Luís XIV'' foi aberta no dia 29 de setembro e segue até 2 de janeiro de 2006. Nela, o pintor holandês Frans Post pintou no Brasil os primeiros quadros que um europeu já fez do Novo Mundo, entre os anos de 1638 e 1640.
Dezoito destes quadros, além de outros pintados em sua volta à Holanda, foram presenteados ao francês Luís XIV em 1679 por Maurício de Nassau, que foi governador dos então territórios holandeses no Brasil.
Oito destes quadros pertencem ao Museu do Louvre e são o ponto central da exposição. Apenas outras quatro telas do conjunto foram identificadas, mas sabe-se da existência de outras por gravuras e reproduções, que se incluem também na exposição. Trata-se de paisagens da região de Pernambuco, que esteve sob domínio holandês até 1654.
Também ficará exposta na Pirâmide do Louvre até 2 de janeiro de 2006 a instalação ''À Luz de Dois Mundos'' do escultor brasileiro Tunga. É a primeira vez que um artista contemporâneo expõe neste prestigiado espaço.
Também até 2 de janeiro ficará em exposição a obra ''Selva Virgem do Brasil'', de Charles, conde de Clarac. A obra, um desenho de dimensões excepcionais feito por Clarac em Rio Bonito, 1816, foi adquirida recentemente pelo museu.
Para finalizar, entre os dias 16 e 18 de dezembro haverá projeção de filmes do Cinema Mudo em Concerto com acompanhamento orquestral: ''São Paulo, sinfonia da Metrópole'' (1929) e ''Limite'' (1931) no auditório do Louvre.


