O templo budista Honganji de Apucarana, fundado em 1954, também nasceu da união da comunidade oriental. Satio Kayukawa relata que foram feitos consórcios de dois automóveis para levantar fundos para a construção.
De acordo com o monge Wagner Bronzeri, um simpático paulista descendente de italianos, atualmente 180 famílias estão ligadas ao templo, do qual ele e a mulher zelam carinhosamente. ‘‘Um japonês especialista em construção de templos foi o responsável pela obra aqui em Apucarana. Tudo foi feito sem pregos, com encaixes, como no Japão, para suportar até terremotos. O sino, que pesa 800 quilos, também foi trazido do Japão’’, relata Bronzeri.
Há 11 anos em Apucarana, o monge diz que se adaptou bem à cidade e, apesar de missionário, bem que gostaria de se aposentar trabalhando no Norte do Paraná. ‘‘Aqui fui muito bem acolhido. Quando soube que seria enviado para cá, tive certo receio, pois fiquei imaginando como seria a recepção a um monge ‘gaijin’ (que não é japonês ou descendente) em uma comunidade quase toda formada por japoneses ou pessoas da primeira geração de descendentes, porém a recepção foi ótima’’, destaca. ‘‘Neste tempo que aqui estou, vi Apucarana evoluir muito. A cidade está cada vez melhor’’, finaliza o monge.(W.S.)

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