Tempero era riqueza que vinha do Oriente
As especiarias, tesouros do Oriente levados para a Europa na Idade Média, na época das Cruzadas, eram sinônimo de status, devido a seu alto preço. Assim, enquanto o povo mais pobre temperava seus alimentos com cebola e hortelã, os ricos abusavam de condimentos como pimenta, cravo e gengibre. As especiarias eram artigos tão luxuosos que também eram adequados para presentear e até legar aos herdeiros.
Na era medieval, esses fortes condimentos serviam não só para disfarçar qualquer decomposição dos alimentos, mas também para saciar o imenso gosto dos medievais por refeições saborosas. Pratos doces como cozidos de frutas, mingaus, pudins e tortas também eram condimentados, e até as bebidas - cervejas e vinhos - eram aromatizadas com especiarias.
No século XVII, porém, o uso de especiarias começou a declinar. Perdendo a aura de excitante novidade, as especiarias ainda passaram a ser crucificadas pelos puritanos, que as consideravam estimulantes sensuais de paixões grosseiras.
Hoje, a culinária tem ressuscitado alguns desses ingredientes, bem como a indústria perfumística. Como objetos de decoração, prestam-se a arranjos variados, sozinhos ou associados a flores, ramos de trigo ou frutas.





