'Tem que tomar cuidado para não elitizar'
O coreógrafo Marcelo Street não pôde trazer seu grupo da periferia de Sarandi (7 km a leste de Maringá) para o festival pelo alto custo da viagem e das inscrições, mas conseguiu apoio para trazer um bailarino.
''Acho bom que a cultura hip-hop esteja disseminada na sociedade. Mas deve haver um cuidado para não elitizar demais, deixando caro para as pessoas da periferia que acabam não tendo acesso a eventos como esse.'' Ele achou o valor dos cursos, R$ 140 para os três dias, muito alto.
Na opinião dele, é possível levar os aprendizados até os meninos do subúrbio, ''mas eles acabam perdendo a experiência de fazer parte do evento e ter contato com todas essas pessoas''.
Marcelo conta que está organizando um festival, nos dias 2 e 3 de agosto, em sua cidade, com apoio de empresas e que irá cobrar R$ 15 por integrante para as apresentações.
Questionado se acredita que um bailarino sem experiência nas ruas pode dançar tão bem quanto um dessa origem, ele nega. ''Quem vem da periferia tem o dom natural. Bom b-boy vem do gueto'', opina. (M.R.M.)





